LIVE KGB

“A revolução proletária virou a revolução do George Soros”

Paulo Briguet · 8 de Agosto de 2020 às 17:06

Em conversa com a equipe do BSM, Olavo de Carvalho fala sobre o presente da política e o futuro da cultura no Brasil
 

Na estreia da live KGB — Kuster, Grimaldo e Briguet —, o Brasil Sem Medo entrevistou o filósofo e escritor Olavo de Carvalho. Com a bom humor e a inteligência de sempre, Olavo falou sobre os assuntos que frequentam o noticiário brasileiro — governo Bolsonaro, militares, STF, censura aos conservadores, PayPal, etc. — mas também abordou um tema de importância transcendente: a necessidade de restaurar a alta cultura nacional, destruída após cinco décadas de positivismo, tecnocracia e socialismo.

Leia um trecho da live e acompanhe na íntegra a conversa com a participação de Paulo Briguet, Silvio Grimaldo, Bernardo Küster e Fábio Gonçalves:

“A Escola de Frankfurt chegou ao poder. Só que o pessoal não entendeu direito a Escola de Frankfurt até hoje. A direita acha que a Escola de Frankfurt é comunismo. Não: ele é outro negócio, pior do que o comunismo. O que ela fez foi foder com a revolução proletária e trocá-la por diversas revoluções subjetivas: revolução gayzista, feminista, racialista... São insatisfações subjetivas; a insatisfação do proletariado é objetiva, material. Karl Marx errou porque achava que a situação do proletariado iria piorar, mas na verdade melhorou. Mas a insatisfação do proletariado existe e é uma coisa real – eu mesmo já trabalhei em fábrica e sei a merda que é. Quando eles trocaram a revolução proletária pelas diversas revoluções subjetivas, essas revoluções subjetivas jamais podem produzir o socialismo. Para fazer a revolução, é preciso tirar a burguesia do poder e botar o proletariado. Mas agora você vai tirar a burguesia e botar um monte de mulher insatisfeita, um monte de gay? Não faz a menor diferença! Gay e mulher há em todas as classes sociais, portanto não há novo regime, não há nova revolução. Em vez de você criar o socialismo, você transforma o capitalismo em um inferno, e os capitalistas ficam cada vez mais poderosos. Por que essas megafortunas, esses bilionários, esses bancos financiam a esquerda no mundo inteiro? A esquerda não faz mal nenhum mal pra eles. Ela faz mal pra classe média, pra classe operária, pro povão. Então eles inverteram o negócio: a revolução proletária virou a revolução do George Soros, do Bill Gates, da Tesla, e assim por diante. A esquerda inteira está trabalhando para as megafortunas, e as megafortunas estão pagando. E os idiotas não percebem que mudaram de causa. A esquerda sempre foi imbecil, mas hoje está no supra-sumo da imbecilidade. Os comunistas já estão no poder, mas quem são os comunistas? Os megabilionários. Está feito o negócio: é a autoridade do capital, do Estado, da mídia, da educação, de tudo. Esses caras da Escola de Frankfurt são os piores inimigos que a revolução proletária já teve. Eles transformaram a revolução proletária em uma perversão universal, que só fortalece o capitalismo. Se todo mundo começar a tomar pico, em que isso prejudica o capitalismo? No capitalismo de hoje, se 10% da população trabalhar já dá para sustentar todo mundo. Os megabilionários vão continuar ganhando muito dinheiro; na verdade, eles já transcenderam o dinheiro. Eles têm o poder total. Pense bem: algum esquerdista ou comunista já fez a seguinte pergunta: “Por que os capitalistas estão me dando tanto dinheiro?” Eles não fazem essa pergunta. Acham que são espertos, que estão praticando a profecia do Lênin: “'A  burguesia está nos dando a corda com que será enforcada'. Não, seu burro! Quem vai ser enforcado é você! O capitalista está se dando muito bem e você se ferra.”

 


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