AMEAÇA À LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Números da censura: os ataques do Sleeping Giants ao BSM

Fábio Gonçalves · 14 de Julho de 2020 às 16:07

Entenda como o grupo esquerdista tenta destruir o nosso jornal na base da coação e da mentira

Breve histórico

Conforme reportamos recentemente, o BSM tem sido alvo de constantes ataques protagonizados pelo Sleeping Giants, grupo internacional que atua no país para censurar os canais de opinião política conservadora.

O método que usam é o da coação. Alegando que nosso jornal seja um propagador de notícias falsas e discursos de ódio — sem jamais apontar concretamente nem uma coisa nem outra, como veremos —, o SG expõe nas suas mídias sociais as empresas que aparecem na nossa página através das propagandas automáticas (AdSense, serviço do Google). Passo seguinte, engajam os seus seguidores a cobrarem que o patrocínio seja bloqueado.

Apelando a isso, no espaço de um mês, segundo eles mesmo divulgaram no Twitter, conseguiram causar sérios prejuízos econômicos aos seus dois primeiros alvos: o Jornal da Cidade Online e o Conexão Política.

 

 

Porém, como o BSM é patrocinado pelos assinantes e não pelas propagandas do AdSense, essa estratégia, a princípio, não funcionou.

Então, percebendo a falha no plano inicial, o Sleeping Giants resolveu atacar insidiosamente o Hotmart, a plataforma por meio da qual recebemos o pagamento dos assinantes. E o Hotmart aderiu ao boicote.

 

A justificativa

O Sleeping começou a campanha de censura contra o BSM no dia 5 de junho, passando o seguinte recado:

 

Na sequência, eles publicaram uma thread (sequência de tweets) explicando porque o BSM seria o terceiro alvo da campanha de censura promovida pelo grupo:


Das 13 postagens que eles reuniram como se fossem provas cabais e inapeláveis de que nossa publicação se pauta por notícias falsas e discursos de ódio:

  • 7 eram relacionadas ao filósofo Olavo de Carvalho. Destas, só uma tinha ligação direta, não com o jornal, mas com o canal do YouTube do BSM, numa live sobre os impactos políticos da pandemia.

Todas as outras vinham ou do Facebook do filósofo (trechos descontextualizados de comentários sobre a teoria da Terra Plana, sobre utilização de fetos pela Pepsi, sobre um suposto parentesco de Moro e Aécio Neves), ou de matérias da grande imprensa noticiando os processos judiciais que o escritor vem enfrentando (contra Caetano Veloso e Jean Wyllys);

  • 2 eram notícias da grande imprensa sobre a inclusão do jornalista Bernardo Küster, diretor de opinião do BSM, no inquérito 4.781 — processo ilegal, conforme a opinião de uma plêiade de juristas.

Vale dizer que mesmo as acusações feitas em desfavor do jornalista dizem respeito a vídeos veiculados no seu canal no YouTube, que não têm vínculo com o que é publicado no BSM.

 

1. A primeira matéria, do dia 4 de maio, é uma análise de números oficiais do site Portal da Transparência, donde se extraíram dados sobre os registros de óbitos em todo país.

Na ocasião, disséramos que a pandemia não aumentou o número de mortos nos baseando única e exclusivamente nos dados fornecidos pela plataforma. E, de fato, comparando os números de mortes por problemas respiratórios entre os meses de março e maio de 2019 com o mesmo período de 2020, o coronavírus não implicou num aumento da taxa de óbitos dessa natureza.

O Sleeping Giants não contestou os números, nem refutou a análise. O grupo só divulgou um print com a chamada da matéria.

2. Datada de 9 de maio, a segunda matéria alardeada como prova de que fabricamos notícias falsas mostra como a grande mídia, por ignorância ou malícia, estava inflacionando o número de vítimas diárias por coronavírus.

O fato, público e notório, é que se estava noticiando como mortos de um dia X vítimas de dias ou mesmo semanas anteriores, vítimas que, por atrasos nas documentações, só eram registradas como falecidas naquele dia X.

Ou seja, os grandes veículos de imprensa, sem fazer a distinção entre os óbitos do dia em questão e as mortes anteriores registradas naquele dia, gritavam: “Morreram hoje 700 pessoas por Covid-19”.

Vale dizer que na matéria há uma fala do secretário nacional de Vigilância em Saúde. Dito de outro modo, era uma informação oficial, do próprio governo.

O Sleeping Giants também não se importou em apurar as informações. Eles não apontaram onde estava a suposta falsidade da notícia. Só printaram o título da matéria.

3. A terceira matéria, do dia 19 de maio, também reportando fato público, diz que o governador de São Paulo, João Dória, para manter o antagonismo com o presidente Jair Bolsonaro, relutou em adotar os protocolos de uso precoce de cloroquina ou hidroxicloroquina malgrado os vários estudos científicos, depoimentos de pesquisadores e opinião de uma porção de médicos que afiançavam a utilização dos fármacos.

Note-se que o infectologista David Uip, ainda como chefe do Centro de Contingência do Coronavírus no Estado de São Paulo, quer dizer, enquanto funcionário de Dória, no que foi acometido pela Covid-19, tratou-se a si mesmo com a cloroquina.
 


 

O Sleeping Giants, mais uma vez, não se importou em apontar a falsidade das informações. Só disse que era mentira e saiu cobrando o boicote.


Os números da censura

Com base nessas supostas provas, eles iniciaram os ataques.

“E após todo esse compilado, pedimos a ajuda de vocês para que juntos mais uma vez possamos ajudar a impedir que portais disseminadores de fake news e discurso de ódio lucrem com essas ferramentas”, escreveram no final da thread justificatória. 

Contando apenas as iniciativas diretas do perfil do Sleeping Giants no Twitter — quer dizer, não somando as investidas de seguidores que foram replicadas na página —, eles protagonizaram:

  • 140 ataques em 22 dias — de 6 a 28 de junho. (Por ataque, vale salientar, chamamos a manobra de tirar prints de nosso site, expor a empresa flagrada na propaganda automática e cobrar dessa empresa o bloqueio do AdSense, instigando os mais de 350 mil seguidores a fazerem o mesmo).
  • Desses 140, eles conseguiram a adesão de 103 empresas — ou, 103 empresas prometeram boicotar o patrocínio automático.
  • Além desses 140 ataques mirando empresas diferentes, eles dedicaram 13 publicações, a partir do dia 18 de junho, para coagir o Hotmart.

 

Os famosos que endossam a censura

O sucesso desse projeto de censura, se deve, entre outros fatores, ao apoio de figuras relevantes da política, da imprensa e das artes, como dissemos no início.

A esse respeito, vale listar alguns dos muitos famosos que apoiam a censura do Sleeping Giants — segundo uma publicação do grupo, no Twitter, no dia 18 de junho:


Bruno Gagliasso, Marcelo Adnet, Lulu Santos, Felipe Castanhari, Felipe Neto, Gregório Duvivier, Bruno Formiga, Luciano Huck, Marcelo Tas, Xico Sá, Paulo Coelho, Guga Noblat, Patrícia Pillar, Lobão, Débora Diniz, José de Abreu, Gabriela Prioli, Tico Santa Cruz, Átila Iamarino, Mônica Bergamo e Patrícia Lélis.

Note-se que não há na lista quem não seja anti-bolsonarista.

Sobre Felipe Neto, o mais empenhado dos censores da internet brasileira, vale citar uma publicação no Twitter em que o youtuber infanto-juvenil com delírios napoleônicos celebra a decisão totalitária do Hotmart.

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Na próxima matéria sobre o tema, traremos a lista completa das empresas que acham que os leitores do BSM não são dignos de comprar seus produtos, que não podem sequer ver sua propaganda.


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