OPINIÃO BSM

Átila, o homúnculo da alquimia globalista

Vinicius Sales · 13 de Janeiro de 2021 às 15:22

O biólogo-celebridade cuidadosamente auxilia o cientificismo pandêmico a espalhar ainda mais a retórica de que uma ditadura é justificada em nome da “ciência”

Homúnculo (s.m.): Do latim homunculus, “homenzinho”.

O alquimista medieval se faz presente no atual momento vivido pela suposta ciência moderna. O sujeito que antes manipulava os elementos para criar vida agora manipula os números para criar uma verdade. Nesse processo alquímico-ideológico, o biólogo Átila Iamarino aparece como o homúnculo criado pelo cientificismo para alegar que tudo deve ser feito para a ciência, nada contra a ciência, nada fora da ciência. Como resultado temos o autoritarismo “necessário”.

Em artigo publicado pela Folha de São Paulo nesta terça-feira (12), Átila mostra o que pode surgir de pior das fezes de um pensamento tirânico que obriga a população a adotar a dita “ciência” em nome de tudo – até mesmo em nome da própria vida.

Ele escreve: “No Brasil, investimos milhões que fazem muita falta em comprimidos de cloroquina que não tratam Covid. E a política de saúde nacional substituiu distanciamento e máscara para evitar o vírus, que ainda não são recomendados pelo Ministério da Saúde, por ‘se exponha e faça tratamento precoce’. Informação errada que mata.”

A obsessão pela dita ciência é tanta que o faz cego diante das trapalhadas do governo de São Paulo sobre a eficácia da vacina Coronavac – primeiramente anunciada em 78% para os casos leves e reeditada para 50,3%. Se a informação errada mata, qual é a garantia da verdade em uma vacina com metade da eficácia de imunização? Ademais, qual ciência pode garantir uma vacina que só foi testada, nos casos mais graves, em apenas sete pessoas?

Vê-se que a contradição aliada à mentira não é o suficiente para nosso “homenzinho” reconhecer a própria pequenez.

Segundo as lendas urbanas, homúnculos podiam servir como ajudantes de laboratórios e mensageiros para seus mestres. No artigo citado, Átila cuidadosamente auxilia o cientificismo pandêmico a espalhar ainda mais a retórica de que uma ditadura é justificada em nome da “ciência”.

“Se a informação falsa sobre vacinas não for barrada na imprensa e em redes sociais, só uma vacinação compulsória chegaria em proporções suficientes. Um apelo autoritário, de uma forma ou de outra”, exige o biólogo.

O pensamento não é novo. Em nome da “razão”, a ciência – aliada ao estado - já cometeu barbaridades que só um sobrevivente de um campo de concentração nazista poderia entender. Parece que ainda não aprendemos com Auschwitz e Chernobyl.

Atila culmina seu artigo citando que escolhas verdadeiramente livres são destinadas àqueles que são bem informados. Novamente, ele se contradiz com os conceitos de liberdade e escolha:

“Quem é enganado é privado de escolhas. E quem escolhe não se vacinar porque não quer virar jacaré e prefere pegar Covid porque é só uma gripezinha está muito enganado e condena muitos a pagar pelo erro.”

Mas e quando somos enganados sobre uma vacina pelo estado? Devemos privar nossa liberdade de escolha em nome da sabedoria estatal? “Oh, estado! Salve-me da minha ignorância com a sua ignorância e mentira”.

O alquimista medieval possuía um resto de dignidade ao usar os elementos da natureza em busca de alguma verdade. Hoje, o cientificismo busca declaradamente extrair da mentira qualquer coisa que se pareça com a verdade. Apesar de se considerar um cientista moderno, Átila não passa de um pequeno homem engarrafado no terrário da alquimia globalista.


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