DIÁRIO DA AMÉRICA

Thomas Sowell, o gênio negro

Braulia Ribeiro · 23 de Setembro de 2022 às 18:13

Biografia narra a trajetória do maior cientista social americano das últimas décadas – que ainda é marginalizado pelos círculos acadêmicos

O maior cientista social americano das últimas décadas – e talvez de todos os tempos – é Thomas Sowell. Negro, nascido em 1930 em condições de extrema pobreza na Carolina do Norte, filho de uma viúva, o menino Thomas foi adotado por uma tia-avó e criado entre seus filhos bem mais velhos, porque a mãe não tinha condições. Aos nove anos a tia se mudou para o Harlem, o famoso gueto negro de Nova York.

Jason Riley, senior fellow do Manhattan Institute, também negro, rendeu uma belíssima homenagem a Sowell ao escrever Maverick – Uma biografia de Thomas Sowell, lançado no final de 2021. O leitor talvez estranhe a minha insistência em citar a cor de Sowell e do biógrafo Jason Riley. A negritude de ambos não seria relevante se vivêssemos num mundo em que a sensibilidade racial não tivesse sido ideologizada ao extremo. O fato é que Sowell foi marginalizado muito cedo pela academia não por ser negro, mas por defender ideias que não ajudavam na construção do vitimismo negro que hoje domina a sociedade americana. Ele disse a Riley: “Muito esforço tem sido feito para salvar a imagem da comunidade negra. Mas temos que desejar salvar a realidade e a ênfase na imagem atrapalha”. É por isso que por várias décadas a academia americana tem tentado varrer Sowell para debaixo do tapete. Ele é um incômodo duplo. Além de ter nascido pobre e negro, seu meticuloso trabalho empírico destrói sem piedade as mentiras e falácias axiomáticas da ideologia marxista, considerada devoção obrigatória para todos que nasceram da mesma cor que ele. Graças a Deus, e uma felicidade para nós e para o resto do mundo, Sowell não se curvou ao jugo desta escravidão ideológica, e apresenta a realidade nua e crua com uma precisão meticulosa.