DESARMAMENTO CIVIL

O direito de portar armas e a desobediência civil

Diego Pessi · 1 de Fevereiro de 2020 às 17:21
Ao contrário dos tecnocratas ungidos que concebem projetos de engenharia social, o povo conhece suficientemente a história para saber que sempre haverá tiranos e que não é prudente a ovelha entregar suas armas antes de sentar-se à mesa numa assembleia de lobos. 

Em seu brilhante artigo de estreia no BSM, intitulado “Virgínia: dois lobos e uma ovelha”- cuja leitura recomendo enfaticamente –, Bene Barbosa analisa com grande acuidade episódio recentemente ocorrido nos Estados Unidos, a partir da verdadeira “blitzkrieg”  promovida pelas autoridades do estado da Virgínia contra o direito dos cidadãos de possuir e portar armas. O autor mostra como a elaboração de projetos de lei com a pretensão de restringir os direitos assegurados pela Segunda Emenda - numa espécie de “balão de ensaio” para aquilo que alguns pretendem fazer em relação a toda a América – deu azo a uma reação contundente da sociedade civil, materializada na convocação de uma manifestação diante do Capitólio Estadual. 

A resposta do governador foi converter, mediante decreto, toda a área do edifício numa “Gun Free Zone” (local onde é proibido entrar ou permanecer armado), cercada e provida de detectores de metal, e teve um efeito oposto ao desejado: no feriado nacional dedicado à memória de Martin Luther King (“Martin Luther King Day”),  “mais de 20 mil cidadãos americanos – milhares deles armados – se reuniram no entorno do Capitólio do Estado da Virgínia para defender a Segunda Emenda da Constituição Americana”. Após isso, 94% do Estado já se declarou “Santuário da Segunda Emenda”.