Tempus Veritatis

Bolsonaro fica em silêncio durante depoimento à PF

João Pedro Magalhães · 22 de Fevereiro de 2024 às 15:29 ·

"O único motivo é o fato de ele estar respondendo a uma investigação semi-secreta", afirmou o advogado de defesa Paulo Bueno

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) optou por manter-se em silêncio durante seu depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (22). Ele foi um dos alvos da Operação Tempus Veritatis, que investiga uma suposta "tentativa de golpe" após a eleição de Lula em 2022. 

A defesa de Bolsonaro tentou adiar o depoimento três vezes, sem sucesso, já que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou tais solicitações. Diante disso, o ex-presidente optou por permanecer em silêncio, alegando não ter tido acesso às provas da investigação.

"O único motivo é o fato de ele estar respondendo a uma investigação semi-secreta", afirmou o advogado de defesa Paulo Bueno.

Além disso, o outro advogado de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, afirmou que as manifestações de apoio ao ex-presidente, marcadas para o dia 25 na Avenida Paulista (SP), estão em pleno andamento e assegurou a presença de 13 governadores. “Esperamos na Paulista mais de 500 mil pessoas”, declarou.

Veja: "Manifestação apenas na Paulista", exige Bolsonaro nas redes sociais

Relembre: Bolsonaro tentou adiar o depoimento

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), respondeu à intimação da Polícia Federal (PF) para que prestasse depoimento sobre o suposto planejamento de uma intervenção militar, inevestigada no âmbito da Operação Tempus Veritatis. O ex-chefe do Executivo optou por comunicar ao Supremo Tribunal Federal (STF) sua decisão de não prestar depoimento neste momento.

Ele expressou sua disposição de cooperar com as investigações, mas ressaltou que só concordará em falar com a PF após ter acesso completo a todas as mídias contidas nos celulares apreendidos durante as operações contra ele.

Os advogados de Bolsonaro argumentaram que ainda não receberam acesso integral às provas da investigação, que poderiam ser relevantes para demonstrar sua inocência. Eles enfatizaram a importância do acesso total às provas para esclarecer a verdade e garantir a justiça, princípios fundamentais em uma sociedade democrática baseada no Estado de Direito.

“Se disponibilizados em sua integralidade, poderiam, inclusive, contribuir de maneira significativa para a comprovação da inocência do peticionário (Bolsonaro) e o esclarecimento da verdade real, um princípio essencial em uma sociedade justa e democrática, fundamentada nos pilares do Estado de Direito”, alegaram os advogados.

Diante da falta de acesso completo às evidências, os representantes legais de Bolsonaro afirmaram que, por enquanto, ele opta por permanecer em silêncio, mas está disposto a prestar esclarecimentos assim que tiver acesso total às informações relevantes.

 

 


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