OPINIÃO

TSE: em busca do nariz de palhaço

Fernando de Castro · 13 de Setembro de 2020 às 15:31

Com uma campanha que conta com a participação de um médico abraçador de assassino, a campanha do TSE parece debochar das medidas de isolamento social propagadas em março

Em maio deste ano, o presidente Jair Bolsonaro criticou o isolamento total da população motivado como forma de conter a propagação do novo coronavírus no Brasil. Nas suas manifestações públicas, o chefe do Executivo defendeu o chamado “isolamento vertical”, em que somente os integrantes dos grupos de risco permaneceriam em suas casas por conta do perigo da letalidade provocado pelo vírus chinês em pessoas com comorbidades. 

Bolsonaro foi duramente criticado. Xingado de “irresponsável”, “genocida” e afins, não faltou qualquer insulto para desqualificar a ideia do presidente da República.

Especialistas e biólogos nunca tiveram suas agendas tão cheias para repetirem de forma unânime e com ares científicos no horário nobre da TV brasileira as críticas contra a ideia do Presidente.

No mês em que Bolsonaro defendeu a abertura da economia e o isolamento vertical, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados registrou cerca de 350 mil demissões; em abril, foram 912 mil desligamentos. Um verdadeiro desastre para um país que estava em plena recuperação econômica.