VÍRUS CHINÊS

Donald Trump rompe relações com a OMS

Paulo Briguet · 29 de Maio de 2020 às 16:53

EUA eram responsáveis por 15% do financiamento do órgão. Mas as interferências da China levaram presidente americano à ruptura definitiva

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje (29), em entrevista coletiva na Casa Branca, que está encerrando definitivamente as relações de seu país com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em 14 de abril, Trump havia cessado temporariamente as contribuições financeiras ao órgão internacional. Em carta enviada ao diretor-geral da OMS, o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, o presidente americano fez pesadas críticas à política da instituição no combate ao coronavírus e à postura da China em relação à pandemia. Cobrou transparência e deu um ultimato de 30 dias para que a OMS mudasse de rumos. Nada mudou — e Trump anunciou hoje a ruptura definitiva. "Nós detalhamos as reformas que a OMS deveria fazer e tratamos diretamente com eles, mas eles se recusaram a agir", disse o presidente. "Como eles falharam em fazer as necessárias e solicitadas reformas, vamos hoje encerrar nosso relacionamento com a OMS."

O governo dos EUA era o principal financiador da OMS — respondendo por 15% do orçamento total do órgão. Mas a China, que contribui com apenas 1,5% do financiamento, é quem estava dando as cartas por ali. A dupla China-OMS, de fato, contribuiu decisivamente para o agravamento da pandemia. Desde o início da crise, faltaram informações confiáveis por parte do regime comunista chinês, ao passo que a OMS funcionava como uma espécie de caixa de ressonância de Pequim. "A China é responsável por um grande sofrimento no mundo e nos deve respostas", afirmou Trump. 

A questão de Hong Kong também foi levada em conta para a decisão de Trump. Aproveitando-se da epidemia, as autoridades chinesas conseguiram aprovar leis de segurança para o território até considerado autônomo, dentro da política de “um país, dois sistemas”. Foi um golpe contra a democracia em Hong Kong, sobre o qual você lerá hoje no BSM, em artigo especial de nosso colunista Lucas Ribeiro.


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