OPINIÃO

“Sustentar o fogo que a vitória é nossa!”

Especial para o BSM · 23 de Abril de 2020 às 14:20

Nosso dever agora é persistir combatendo o bom combate, como fizemos em 11 de julho de 1865, em Riachuelo

Caíque Mafra

Foram três discursos, com um grau decrescente de polêmicas. No primeiro, o mais controverso, uma parte da audiência pôde discernir um pragmatismo inteligente e corajoso do presidente. Menos suscetível à histeria — e que pronunciamento de Bolsonaro não seria seguido de histeria da imprensa, do Twitter, das celebridades e do establishment corrupto? —, essa ala bolsonarista encheu-se de confiança com a estratégia tomada pelo governo, crente de que, a longo prazo, ela se mostraria acertada. Os dois discursos subsequentes engrossaram a fileira dos otimistas.

E não estamos falando de um otimismo cego. Tal confiança na postura presidencial tem duas razões principais: o saturamento da narrativa da quarentena horizontal — essa aventura febril empreendida por uma coalizão entre governadores, lideranças do Congresso e a velha imprensa, esta última com seu característico e mórbido deleite por tragédias — e a decorrente ansiedade do povo (empobrecido, desempregado, com grande temor acerca do seu futuro econômico) em voltar à normalidade; e a substância à qual Donald Trump e Jair Bolsonaro fiaram seus nomes: a hidroxicloroquina. 

Como demonstrado pelo Brasil Sem Medo no artigo especial Cientistas publicam carta aberta ao Ministro da Saúde, a ciência — tão falsa e pretensamente empunhada como espada pelo establishment — vem gradualmente cerrando fileiras pela utilização da hidroxicloroquina. Agora a narrativa do establishment não é mais de desprezo pelo remédio: agora, tentam colher os louros que não cultivaram, diminuindo os méritos presidenciais na defesa e divulgação da hidroxicloroquina e forjando os deles próprios. Para o establishment, não existe nada além da ambição política. 

A má vontade do establishment brasileiro, da China e da Organização Mundial da Saúde (chefiada por um lacaio da China que só chegou ao cargo pela influência e financiamento do Partido Comunista Chinês) é tão somente pelo fato da hidroxicloroquina ser uma aposta daqueles chefes de Estado que eles detestam. É uma birra juvenil, que demonstra como esse establishment não está nem um pouco interessado em salvar vidas. Suas prioridades aparentam ser arrebentar as economias “além-China” (sobretudo aquelas de países governados pela direita), aliviar a barra do criminoso Partido Comunista Chinês e advogar pelo fortalecimento de instituições globais. 

O velho sonho globalista! A velha ''engenharia social''! São nessas crises que os aspirantes a Robespierre e Lênin saem do armário.

O socialista e ex-primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, clama pelo advento de um ''governo mundial''. Dr. Michael Ryan, diretor executivo da OMS, indicou quão ''democrático'' seria esse governo mundial com sua sugestão de que as autoridades deveriam ter o poder de irromper pelos domicílios para conduzir coercitivamente o contaminado por peste chinesa. Os elogios do Dr. Ryan aos métodos autoritários do governo chinês (como Trump tuitou, é no mínimo curioso como a OMS, uma organização supostamente mundial, é tão ''Chinacêntrica'') sinalizam, mesmo para o mais ingênuo dos observadores, que toda ''instituição global'' possui um seleto grupo de nações, ou até mesmo apenas uma nação, decidindo como ela deve se comportar. 

Por sorte e muita luta — e muito sangue, como visto em Juiz de Fora —, há dois anos impedimos uma nova vitória do establishment globalista no Brasil, Terra de Santa Cruz. Nosso dever agora é persistir combatendo o bom combate, como fizemos em 11 de julho de 1865, em Riachuelo.
 
''Sustentar o fogo que a vitória é nossa!'': a célebre ordem proferida pelo almirante Barroso no calor da decisiva batalha, quando a Marinha brasileira impôs à Marinha paraguaia um ''não passarás'' no vital rio Paraná. Como aqueles que seguiram a ordem do Almirante, hoje nosso dever é seguir a ordem do Capitão.

Caíque Mafra é ativista paulistano e analista político.
 


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