ELEIÇÕES AMERICANAS

Será Hunter o Lulinha americano?

Especial para o BSM · 16 de Outubro de 2020 às 16:20

Entenda o caso de corrupção no qual o candidato presidencial democrata, Joe Biden, pode estar implicado

Hunter Biden é o segundo filho de Joe Biden com sua primeira esposa Neilia, que morreu num acidente de automóvel em 1972.  Hunter não começou sua vida de maneira muito promissora: perdeu a mãe aos três anos de idade, foi viciado em álcool e crack durante a adolescência e juventude e grande parte da sua vida adulta. Desligado da Marinha americana com desonra por uso de drogas, conseguiu se formar em Direito; daí, aos trancos e barrancos, engrenou uma carreira de lobista em Washington em 2001. Em 2006, junto com seu tio James Biden, irmão do então senador Joe Biden, comprou uma firma de consultoria chamada Paradigm Global Advisors.

A firma já começou debaixo de suspeita em relação à legitimidade de suas atividades. Segundo o site Politico[1] de clara orientação esquerdista, já no primeiro dia no comando da firma, James tornou claro para os presentes, que a influência do irmão senador seria a principal fonte de atração da firma: “Não se preocupe com investidores”, teria dito James Biden aos executivos na primeira reunião com eles. “Nós temos pessoas no mundo inteiro que querem investir em Joe Biden.” James foi imediatamente repreendido pelo filho mais velho de Biden, Beau, que pediu a todos sigilo e para que nunca mais repetissem para ninguém a afirmação que acabaram de ouvir, de que a firma dependeria inteiramente no tráfico de influência ilegal que Joe exerceria para atrair clientes.

Joe Biden tem um estilo político peculiar. Posa de despretensioso, de homem do povo, de gostos simples e pouco dinheiro.  Orgulha-se por ter nascido na cidade operária de Scranton, na Pensilvânia. Deu a si mesmo o apelido de Joe-Classe-Média, e até o ano de 2009 declarava possuir bens que totalizavam apenas 30 mil dólares, o que para os padrões americanos é um resultado pífio para quatro décadas de trabalho. Infelizmente, para os americanos, pode ser que esta fachada simples esconda alguém disposto a utilizar suas incumbências políticas para o benefício de sua família. A mídia tem sido indulgente com o candidato e lhe poupado de responder perguntas que o colocariam em posição difícil, mas quando há alguma questão sobre o filho, Biden faz questão de defendê-lo.

A carreira de Hunter, segundo o site Politico, desenvolveu-se sempre no colo do pai. Todos os empregos que teve ― e que não conseguiu manter, por sua inclinação para os vícios ― foram indicações diretas do pai. De 2001 a 2005 ele acumula com seu trabalho de lobista uma consultoria ao banco MBNA, de Delaware, o mesmo estado representado pelo pai no Senado. O banco, mal das pernas, em 2005 é salvo da falência por uma lei defendida ardorosamente pelo senador Biden. A Paradigm, claramente um projeto familiar, em 2009, ano em que Joe alcançou a vice-presidência, se viu em maus lençóis. A firma foi considerada suspeita de ter parte no escândalo de vigarice (em inglês, ponzi scheme) do Fundo Ponta Negra.

A ligação da Paradigm com o Ponta Negra não era oficial, mas também nada sutil. Ocupavam o mesmo andar num edifício em Manhattan, usavam o mesmo número de telefone, contratavam a mesma firma de marketing. Quando o Ponta Negra foi exposto por crime financeiro, a Paradigm escapou por pouco do desastre total, mas segundo o site Spectator[2] reportou em 2009, o fundo não foi a única associação dos Biden com bandidos de colarinho branco. No mesmo outro ano R. Allen Stanford, outra nome ligado aos Biden, foi pego em fraude multibilionária. A Paradigm escapou de naufragar neste Titanic por um beiço de pulga. O Spectator é outra mídia posicionada bem à esquerda. Ou seja, o cheiro de peixe podre estava sendo sentido até pelos simpatizantes políticos da famiglia...