DIÁRIO DE UM CRONISTA

Seja marginal, vá à missa

Paulo Briguet · 8 de Abril de 2021 às 11:36

A simples menção ao nome de Deus constitui um crime inafiançável para o Sapão do Soviete Supremo



Há alguns anos fui convidado a fazer um programa de crônicas radiofônicas em uma emissora universitária. Já estava tudo certo para que eu desse início às gravações, quando o diretor da rádio fez o seguinte comentário:

— Paulo, só tem um problema. Você não vai poder citar o nome de Deus nas suas crônicas.

O diretor então me explicou que um professor do Departamento de História tinha por hábito abrir um processo administrativo sempre que a rádio universitária citava o nome de Deus ou mencionava qualquer coisa que tivesse relação com o cristianismo. Para evitar dissabores jurídicos, era necessário manter Deus fora das minhas crônicas.

É óbvio que cancelei o programa imediatamente.

Lembrei-me desse episódio ao acompanhar as falas do Sapão Maligno no julgamento das igrejas pelo Supremo Soviete. O batráquio togado e seu colega Beija-Pé enfezaram-se porque o nome de Deus e o texto bíblico foram citados em defesa da liberdade de culto dos cristãos.

Vocês, meus sete leitores, estão lembrados dos ateuzinhos do Orkut, que adoravam invadir grupos de discussão bradando contra o “fundamentalismo religioso” e “abusos de lesa-laicismo”? Pois é. Esses energúmenos subiram na vida e chegaram ao poder. Hoje, eles falam pela boca dos Vichinskys de Brasília, com o aplauso da claque dos jornalistas profissionais. Para essa gente, a simples menção ao nome de Deus, à Bíblia ou à tradição cristã constitui um crime inafiançável.

O que está em julgamento no Soviete Supremo não é saúde pública porcaria nenhuma. É a liberdade de você acreditar em um Poder infinitamente maior do que o desses ditadorezinhos de merda. Só um idiota completo acha que as perseguições às missas católicas e cultos evangélicos vão cessar quando a “curva achatar”. Não seja esse idiota.

Como disseram os geniais Brasileirinhos:

— Seja marginal, vá à missa.

Paulo Briguet é cronista e editor-chefe do BSM.


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