GLOBALISMO

Petrobras e Eletrobrás saúdam o Imperador do Mal

Cristian Derosa · 26 de Dezembro de 2020 às 10:23

Palestras com o arquiteto do Grande Reset, Klaus Schwab, inserem estatais brasileiras na vanguarda do controle totalitário da economia e das mentes

Em uma palestra para o Fórum Econômico Mundial, órgão de sua criação, o economista Klaus Schwab disse abertamente que o transumanismo faz parte do “The Great Reset” (A Grande Reinicialização) e que “levaria a uma fusão de nossa identidade física, digital e biológica”. Ele chega a afirmar em um de seus livros que microchips para ler pensamentos serão implantados para controle social.

Schwab deu uma palestra online para a discreta série, Diálogos do Conhecimento, promovida pela Petrobras para a alta administração da empresa estatal, além de participar de outro evento da Eletrobras pelo Youtube. As duas estatais brasileiras vêm representando a “vanguarda” da distopia globalista.

A Petrobras já gastou mais de R$ 100 mil somente em palestras de globalistas e críticos do governo Bolsonaro. Sob a presidência de Roberto Castello Branco, no início do ano a estatal chamou uma ativista libertária americana, que chamou o governo de Jair Bolsonaro de fascista, para dar palestra a funcionários.

A petrolífera estatal já teve grande participação, em 2019, na ampliação e disseminação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), parte integrante da Agenda 2030. Paradoxalmente (ou não), embora tenhamos um governo dito conservador, tem sido por meio de empresas estatais e outras instituições que a ordem global financeira tem infiltrado seus tentáculos Brasil afora.

Estranhamente, a palestra que trouxe Schwab não foi divulgada no site da Petrobras. Foi um evento discreto. Questionada sobre a realização ou não do evento sobre o qual circulou um convite interno de e-mail, a assessoria da Petrobras não respondeu. Já a Eletrobrás não foi tão discreta: promoveu abertamente o seminário C4IR: O Grande Reset: alavancando a Quarta Revolução Industrial, transmitido no Youtube.

 

A distopia do transumanismo globalista

Klaus Schwab é um globalista típico. Entusiasta da tecnocracia, apologista do transumanismo e criador do Fórum Econômico Mundial: praticamente um Imperador do Mal. Ninguém melhor e mais confiável para ser chamado para palestrar a funcionários de uma estatal.

Em seu livro “Moldando o Futuro da Quarta Revolução Industrial”, que particularmente fez sucesso na China, Coreia do Sul e Japão, ele explica que a tecnologia que está por vir permitirá que as autoridades lerem e influenciarem os pensamentos de seus governados. Isso poria fim à “crise de representatividade”, certamente. Não precisamos ser tão pessimistas para prever no que isso vai dar.

O objetivo declarado por Schwab é parte da ideologia transumanista, que teve seu início nos anos 1980 e visa a mesclar a condição humana à tecnologia para aumentar as capacidades humanas e eliminar todas as formas de sofrimento, até vencer literalmente a morte. Assim, os transumanistas anseiam por criar uma nova espécie humana (novo normal?), sem as limitações inerentes aos vínculos biológicos com outras espécies. Desde seu início, o Fórum Social Mundial foi um grande impulsionador do transumanismo, assim como bilionários da tecnologia como Elon Musk, que recentemente falou a respeito de neurodispositivos para levar aos computadores nossos próprios pensamentos, sentimentos, emoções e experiências, para ser descarregados na rede por qualquer pessoa e a qualquer momento.

A distopia transumanista vem sendo o principal foco dos debates entre milionários, entidades globais e indústria farmacêutica desde o início deste ano de 2020, com a pandemia de Covid-19.

Não é uma coincidência que desde o início do ano se fala em instaurar nos ambientes e na vida humana um clima de esterilização, uma “necessária” proteção do homem contra tudo o que o possa contaminar. O ambiente esterilizado, semelhante a um laboratório asséptico, vem se tornando o anseio mesmo de pessoas comuns. O transumanismo deu um salto qualitativo durante a pandemia.

Embora a grande maioria da população ainda duvide e viva conforme os velhos costumes de interação humana e com o seu meio físico, existe uma minoria que já padecia de certas neuroses e foi, com a pandemia, seduzido por um “novo normal” que transfere toda a realidade para um ambiente artificial de cuidados minuciosos, no qual todo o mundo é hostil ao homem. Neste sentido, Deus só pode ser mau.

Através da OMS, a distopia tecnocrática do transumanismo pretende nos levar a uma transformação gradativa do conceito de saúde, uma definição que, assim como vida humana, sexualidade, família entre outros conceitos outrora naturais e pré-humanos, passam cada vez mais a ser definidos por assembleias de burocratas e suas conveniências utópicas, sociais, políticas ou econômicas. Para a OMS, saúde é o perfeito bem-estar físico, psíquico e social, o que significa que somos todos doentes em algum grau. Estamos vendo a efetivação deste conceito durante a pandemia, quando todos precisam usar máscaras por estarem potencialmente infectados.

A consequência lógica da ampliação deste conceito é a centralização do poder de instituições como a OMS e ONU. Centros de poder globais vão definir o que somos ou podemos ser. Com o auxílio de uma instrumentalização das instituições políticas e empresariais, a esterilização do mundo, portanto, nunca esteve tão próxima. A boa notícia, se é que há uma, é que toda a distopia trabalhada pela elite mundial é contrária à natureza humana, à dinâmica real da existência e à verdade. Se isso parece pouco, lembremos que este tem sido o obstáculo de impérios ao longo de toda a história. Lembremos que este tem sido o maior obstáculo do Pai da Mentira, que pela própria definição já nasceu perdedor, por sua notável perna curta.

— Cristian Derosa é mestre em jornalismo pela UFSC e autor dos livros “A transformação social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda” e “Fake News: quando os jornais fingem fazer jornalismo”.


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