PRUDÊNCIA E SOFISTICAÇÃO

Paulo Marinho, o playboy que quer derrubar a República

Fábio Gonçalves · 20 de Maio de 2020 às 11:51

De olho na vaga do senador Flávio Bolsonaro, o ex-aliado da família do presidente une-se àqueles que o esfaquearam pelas costas depois da eleição

No último sábado, o senhor Paulo Marinho foi à Folha de São Paulo soprar nos ouvidos da Mônica Abutre Bergama que tinha uma prova indisfarçável da interferência de Bolsonaro na Polícia Federal. Quer dizer, não bem de Bolsonaro, o presidente, mas de Flávio, seu filho, e não nos tempos de governo, mas na época da campanha – indicando que além dos crimes futuros vaticinados pela Janaína Paschoal, o mandatário já mexia seus pauzinhos antes mesmo de ter em suas mãos a caneta toda-poderosa.

Mas, cumpre perguntar: quem é Paulo Marinho?

Se você não o conhece, caro leitor, é porque, tal como eu, és um reles mortal. Marinho é homem de outro patamar, da high society carioca, homem de jantares chiques em palacetes de artistas, empresários e políticos, navegante experiente nos mares nobres — e perigos, tendo em vista que haja muito tubarão – da Cidade Maravilhosa.

Marinho soma 68 anos, vida longa de um exemplar Citizen Kane tupiniquim.

Iniciado no esoterismo do mercado financeiro por Ronaldo Xavier, marido da eterna miss Marta Rocha e patrocinador de um intercâmbio do jovem à prestigiada corretora de seguros de Londres, a Sedgwick Forbes, Marinho fez prospectiva carreira neste ramo. Ralando nos pregões cariocas, o menino, de tanto em tanto, foi se projetando como....