DIREITOS FUNDAMENTAIS

Onde está o verdadeiro radicalismo?

Fabiana Barroso · 19 de Junho de 2020 às 17:02

Estamos de mãos atadas, vendo nossas liberdades fundamentais sendo absurdamente reprimidas com apoio da mídia e de toda a classe política

Foi decretada pelo Supremo Tribunal Federal na última segunda-feira (15) a prisão temporária da ativista Sara Winter, líder do Grupo dos 300, formado por manifestantes estavam  acampados em Brasília (DF). O mandado de prisão foi expedido a pedido do Ministro Alexandre de Moraes, que também ordenou busca e apreensão na residência de Sara no último dia 27 de maio, em razão do inquérito ilegal das fake news.

O que Sara Winter fez de tão grave para ser presa? Agrediu fisicamente alguém? Quebrou patrimônio público? Queimou a bandeira do Brasil? Por acaso em 2014 aconteceu isso quando milhares de militantes do MST tentaram invadir o Supremo Tribunal Federal quando pediam mais agilidade para a reforma agrária? Estamos numa situação bem pior do que nos anos em que o PT estava no poder, porque hoje o inimigo alvo é a ditadura da toga. Nunca estivemos tão perto de nos tornarmos uma ditadura socialista, com os supremos aos mandos e desmandos, sob os aplausos da velha imprensa.

Estamos de mãos atadas, vendo nossas liberdades fundamentais sendo absurdamente reprimidas com apoio da mídia e de toda a classe política. Nossas liberdades individuais mais importantes estão sendo destruídas.

Somos nós, conservadores, os radicais? Quais armas temos nós para lutar contra o verdadeiro excesso de radicalismo?

Radicalismo é Lula estar solto!

Radicalismo é soltarem bandidos de alta periculosidade pelo Covid.

Radicalismo é ministro e decano do Supremo Tribunal Federal falar abertamente que o Presidente da República tem características “neonazistas”.

Radicalismo é dizer que Presidente da República defende o AI-5, sem apontar atos que comprovem essa afirmação.

Radicalismo é instaurar inquérito ilegal no Supremo Tribunal Federal para punir crimes de opinião.

Radicalismo é prender uma senhora sentada em um banco de uma praça sozinha. Radicalismo é ela responder por crimes.

Radicalismo é instaurar inquérito, prorrogar inquérito para apuração de interferência do Presidente da República na Polícia Federal, sendo que por provas testemunhais (do próprio denunciante) ficou claro que não houve.

Radicalismo é MP do Executivo ser devolvida pelo Presidente do Senado, sem pautar a discussão. Sem obedecer ao Estado Democrático de Direito.

Radicalismo é membro do Supremo Tribunal Federal suspender monocraticamente a nomeação legítima de Diretor-Geral da Polícia Federal, feita pelo Presidente da República no âmbito de suas prerrogativas constitucionais.

Radicalismo é o Ministro da Educação ter que ir à Polícia Federal, ter inquérito instaurado por crime de opinião que envolveu o personagem “Cebolinha”.

Radicalismo é eleição do Presidente do Senado ter votos a mais do que o quórum real. Radicalismo é fingir que não houve nada de errado.

Radicalismo é a polícia do Distrito Federal jogar repetidas vezes spray de pimenta em uma senhora ajoelhada orando.

Radicalismo é querer punir deputados que fiscalizam o que está ocorrendo nos hospitais PÚBLICOS.

Radicalismo é o Presidente da Câmara dizer para toda mídia, sem o menor constrangimento que “nem irá responder” a pergunta de jornalista que o indagou quanto a Projeto de Lei de Daniel Silveira equiparando os Antifas a terroristas. Radicalismo é ele se achar que dono da Câmara.

Radicalismo é jornalista, com perfil verificado, nos chamar de nazistas, fascistas e atribuir os mesmos crimes ao Presidente da República.

Radicalismo é dar ao Supremo Tribunal Federal competência para definir o que é o ou não opinião.

Radicalismo é não permitir que advogados tenham acesso ao inquérito ilegal das fake news, sendo que a permissão radical foi concedida a posteriori e parcialmente. Radicalismo é não defender o direito dos advogados e não dar direito ao amplo contraditório e processo legal.

Radicalismo é o Poder Legislativo e Poder Judiciário usurparem competência do Presidente da República.

Radicalismo é general da reserva pedir por favor para autoridades que demonstrem violações a garantias individuais e direitos fundamentais.

Radicalismo é acatar decisões contraditórias da OMS como se fossem verdades absolutas e pautadas na ciência.

Radicalismo é dizer que fogos de artifícios são “ataques” ao CN ou STF, como se rojões fossem bombas.

Radicalismo é a ditadura do Judiciário.

Radicalismo é achar que os radicais são as pessoas que vão às ruas legitimamente se manifestar.

Radicalismo é não pautar uma única petição de impeachment de Ministros do Supremo Tribunal Federal.

Radicalismo é não abrir o debate no lugar apropriado que é o parlamento.

Radicalismo é proibir cultos religiosos.

Radicalismo é dominar o discurso e punir quem divergir, mesmo que legitimamente.

Radicalismo é ignorar a primeira instância do judiciário. E levar TUDO para a Suprema Corte.

Radicalismo é coronel da reserva da PM de São Paulo ser violentamente agredido. Radicalismo é a mídia ainda dizer que democráticos são os agressores.

Radicalismo é dizer que a bandeira da Ucrânia é um símbolo nazista. Mesmo com a explicação do embaixador.

Radicalismo é cuidar da própria biografia e tentar implodir o governo.

Radicalismo é a extrema imprensa pedir a demissão do Ministro da Educação. Radicalismo são os motivos apontados.

Radicalismo é usar retroescavadeiras contra pessoas.

Radicalismo é queimar bandeira nacional, retirada de mastro público.

Radicalismo é usar Universidade Federal para doutrinação ideológica política da extrema esquerda.

Radicalismo é dar razão ao Supremo (mesmo quando contraria a Constituição Federal) por almejar um assento vitalício.

Radicalismo é a ausência de educação no trato ao Presidente da República.

Radicalismo é atribuir crime de milícia, sem o menor embasamento legal ou moral.

Radicalismo é dizer que havia presença de bandeira neonazista ao lado da bandeira de Israel.

Radicalismo é dizer que os conservadores pregam o FECHAMENTO DE INSTITUIÇÕES, sendo que se pede apenas que se cumpra a Constituição.

Radicalismo é prender uma moça apoiadora do governo, por supostamente ter “atacado” com fogos de artifícios e palavras um prédio físico. (Isso enquanto o patrimônio público é frequentemente vandalizado pela esquerda.)

Radicalismo é ridicularizar o Presidente da República, manchando indevidamente e radicalmente a soberania do Brasil.

Radicalismo é ignorar as tratativas oficiais internacionais do governo federal legitimamente eleito e fazer acordo com laboratório chinês acusado de receber suborno.

Radicalismo é usar espaço, verba e máquina pública em CPMI para caçar conservadores e radicalmente e ignorar os crimes cometidos na Internet que afetam a família brasileira.

Radicalismo é afirmar que o Presidente Bolsonaro traiu sua base eleitoral, quando assistimos uma reunião ministerial radicalmente vazada.

Radicalismo é dizer que as Forças Armadas Brasileiras serão usadas politicamente.

Radicalismo é afirmar que um milhão de brasileiros iriam morrer por Covid. Radicalismo é ignorar os efeitos dessa afirmação.

Radicalismo é não prender os Antifas, enquanto cidadãos comuns estão a mercê de organizações criminosas.

Radicalismo é atualizar sistematicamente e midiaticamente o número de mortos por Covid e radicalmente colocar nas primeiras posições sem auferir os dados por milhão de habitantes.

Radicalismo é deixar um povo escravizado por radicalmente não nos conceder o direito a porte de armas e legitima defesa.

Radicalismo é a ex-Presidente Dilma não ter seus direitos políticos cassados.

Radicalismo é não dar espaço aos conservadores na mídia “oficial”.

Radicalismo é conceder habeas corpus a poderosos para proteger radicalmente figurões de partidos políticos, enquanto inocentes se encontram presos por não ter acesso a renomados advogados.

Fabiana Barroso é paulistana e conservadora. Advogada com especialização em Direito Tributário pela PUC-SP. Consultora em gestão de risco corporativo e compliance. Analista jurídica. Conselheira Administrativa do MAB (Movimento Avança Brasil).


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