PANDEMIA E GLOBALISMO

O vírus que ataca as famílias

Fábio Gonçalves · 8 de Abril de 2020 às 19:03

Crise do coronavírus é usada para avançar uma das principais agendas do globalismo: a destruição da instituição familiar 

Gostaria de me dirigir ao cidadão comum, ao trabalhador e à trabalhadora, aos pais de família, ao estudante honesto, a quem ainda acredita nos valores que nossos avós nos ensinaram. Quero tratar de um assunto que pode parecer banal aos “iniciados”, mas que geralmente soa como algo obscuro a quem esteja chegando na roda.

Certa vez ouvi de um filósofo que ninguém teme nem louva aquilo que não consegue conceber na imaginação. Pois a nossa imaginação é a baliza do que nós acreditamos ser possível. Dito de outro modo: o que eu não consigo imaginar, pra mim, é impossível — logo, não me comove, nem para o bem, nem para o mal.

Por isso é importante ampliarmos a nossa imaginação, o que é feito pela aquisição gradual de cultura, sobretudo cultura literária — seja de literatura de ficção, terreno em que se diz o que pode acontecer; seja de literatura histórica, a que nos diz o que já aconteceu.

Na medida em que nos equipamos com essas ferramentas, nossa inteligência torna-se capaz de engendrar cada vez mais imagens daquilo que se pode passar no mundo real. Desta feita, como diz esse mesmo filósofo, o Olavo de Carvalho, exercitando sempre e empenhadamente nossa imaginação, aumentamos o nosso horizonte de consciência.

E, dentre outras coisas, é importante termos uma visão mais ampla das possibilidades humanas — ter o nosso campo de visão expandido — para que percebamos melhor nossa própria posição no mundo (no tempo e no espaço) de modo que saibamos responder da maneira mais adequada às demandas da vida — sejam as demandas de ordem pessoal, social, política.

Por que digo tudo isto?

Porque se eu lhes dissesse, de supetão, que existem megabilionários estrangeiros que querem fazer uma grande reforma social, patrocinada com suas fortunas, e que dentre as coisas que eles querem mudar para sempre está a ideia de família — na verdade, eles querem é destruí-la —, se eu dissesse isso, assim, na lata, vocês provavelmente não me dariam atenção — ou me tomariam por um louco de praça.