CRÔNICA

O triunfo do Jovem Joel e sua trupe

Fábio Gonçalves · 16 de Outubro de 2020 às 17:21

Fábio Gonçalves intercepta as mensagens de WhatsApp de um grupinho muito conceituado na Vila Madalena

Joel, ainda trêmulo, coração em batuques, rodelinha de suor adolescente debaixo do braço, sorriso sapeca iluminado pela luz do celular.

Com os dedos finos e longilíneos, digita apressadamente. Serelepe, manda no grupo do Whatsapp:

Joel: Viram lá? Viram? Deixei o homem bravo. (risos) Mostrei em rede nacional que ele é um incivilizado. Falei na cara dele. (risos) Verinha, gostou do lance da Pepsi? Baita sacada, né? (risos)

Vera: Arrasou, irmão!

FMB: Sambou, Joelzito!

 PC está digitando...

AB: Legal, Joel! Viu lá se vai faltar alguém no 3 em 1?

Razzo: O mais importante, Joel, conforme a filosofia do filósofo escandinavo Björn L. Stevensson, é que se escancarou de maneira pública e irrefutável a vertigem ideológica desses totalitários loucos. Falei disso no meu livro, divulga lá. Tem isso também, acho, numa música do Johnny Cash, num filme do Bergman, e num joguinho Rockstar Games.

 PC está digitando....

 Joel: Valeu pela ideia da camiseta, Fran! Foi top demais. (risos) Pode deixar, vou compartilhar o link do seu livro.

 MVC: Estivesse lá, faço a mesma coisa. Você tornou essa figura ambulante num fantasma gótico que perambula os subsolos das intrigas que de fato ele é. Acho que Eliot diz algo assim. Muito bom, caríssimo.

 PC está digitando...

 Joel: Valeu, galera. Tô felizão. :) Bora beber esse fds? Dessa vez vai ter Coca (risos). Nada de Pepsi. (risos).

Renan: Alguém falou em coca?

 


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