DIÁRIO DE UM CRONISTA

O Inquérito do Inquérito

Paulo Briguet · 10 de Julho de 2020 às 17:52

Nunca esquecer: foi Luciano Ayan quem inventou a história do “gabinete do ódio” e incitou perseguição ilegal a conservadores

A prisão de Luciano Ayan e Alessander Monaco, ambos ligados umbilicalmente ao MBL, não é um simples caso de lavagem de dinheiro e evasão fiscal. É muito mais do que isso. Ayan é um dos inventores e propagadores da tese do “Gabinete do Ódio”, que procura atingir influenciadores de direita. Essa tese foi comprada por Alexandre de Moraes, Celso de Mello, Joice Hasselmann, Alexandre Frota e, last but not least, Sergio Moro — ou seja, por inimigos figadais do governo Bolsonaro.

Ayan, que até um tempo atrás não gostava de mostrar o rosto nem o verdadeiro nome (e agora podemos imaginar por quê), tornou-se o principal informante da CPMI das Fake News (ou melhor, da CPMI da Censura) e do Inquérito 4.781 (ou melhor, Inquérito Ilegal do Cabeça de Ovo). Portanto, é necessário que essas duas aberrações sejam imediatamente extintas, e que os responsáveis por elas prestem contas à nação. Chegou a hora, como disseram nossos amigos do Canal Terça Livre, de fazer uma CPMI da CPMI — e um Inquérito do Inquérito. Cabeça de Ovo, Coronel, Peppa, Fruta e outros devem explicações sobre tanto tempo e energia gastos inutilmente.

É necessário mostrar ao povo a diferença abismal que existe entre os atos ilegais emanados do Inquérito Cabeça de Ovo — no qual o mesmo personagem é juiz, acusador, investigador e vítima — e a operação realizada contra os alvos do MBL — feita conforme os parâmetros da lei. Enquanto os conservadores lutam por liberdade, o MBL luta por poder. E por isso vai se foder.

De que são acusados Ayan e Monaco? Lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. De que são acusados os influenciadores e jornalistas perseguidos pelo Cabeça de Ovo? Ninguém sabe: nem os acusados, nem seus defensores, nem a população. O crime só existe na mente do Vichinski tropical e do Saul Alinsky da Vila Madalena. Não é à toa que, como ensinava o professor José Monir Nasser, a palavra mente deu origem à palavra mentira.

O MBL está derretendo a olhos vistos. Desde os tempos em que esses eternos adolescentes fizeram a célebre “reunião do golpe” com Eduardo Cunha e outros medalhões do estamento burocrático, seguida pela ridícula “Marcha a Brasília”, uma espécie de Coluna Prestes de RPG, o professor Olavo de Carvalho nos avisava que não era para confiar nesses caras.

Como sempre, Olavo tinha razão. E ainda nos fez rir com dois apelidos antológicos: Kim Catapiroca e Luciano Aymeuânus.

Paulo Briguet é cronista e editor-chefe do BSM.


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