RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Novo presidente do BID, uma boa notícia para o Brasil

Lucas Ribeiro · 1 de Outubro de 2020 às 15:18

A escolha de Mauricio Claver-Carone para o comando do Banco Interamericano de Desenvolvimento representa uma derrota do socialistas latino-americanos

O erro do analista internacional que baseia sua leitura na mera ideologia terceiro-mundista e suas variáveis é o de querer encaixar no fórceps sua míope visão para interpretar o mundo.

Recentemente, muitos analistas no Brasil definiram como negativa a vitória de Mauricio Claver-Carone para a presidência do BID. Em sua visão estreita, os críticos que enxergam a situação da seguinte forma: antes os presidentes do BID eram latino-americanos, logo um presidente do BID americano é indesejável. O professor de relações internacionais Oliver Stuenkel, da FGV, afirmou: “Claver-Carone é muito arrogante, abrasivo e muito intimamente associado às políticas fracassadas de Trump na Venezuela e em Cuba para ser visto como um interlocutor confiável na América Latina”. Talvez a visão do intelectual globalista tenha sido cegada por sua perspectiva extremamente alinhada com o Brics e a China, ou por sua profunda rejeição a Trump, Bolsonaro ou qualquer coisa que seja de direita. Mas, na verdade, as oportunidades para o Brasil com essa nova configuração do BID serão inúmeras.

Claver-Carone nasceu em Miami (Flórida) em 1975, de pai espanhol e mãe cubana. Obteve graus cum laude em Direito e Direito Internacional. Foi eleito pela revista Poder Magazine como um dos 20 empresários, executivos e líderes com menos de 40 anos que estão configurando os Estados Unidos. Já escreveu para publicações como The Wall Street Journal e World Affairs, e em revistas universitárias de Georgetown e de Yale.  Mauricio Claver-Carone tem experiência em finanças, e recentemente foi assessor especial de Trump para o Hemisfério Ocidental e as relações com Cuba.

Claver-Carone é rejeitado justamente por seus grandes feitos...