VÍRUS CHINÊS

Ministério da Saúde emite nota pró-aborto

Paulo Briguet · 3 de Junho de 2020 às 20:28

Nota técnica da Comissão de Saúde da Mulher classifica o aborto entre os “serviços essenciais e ininterruptos” durante a epidemia de Covid-19

O Ministério da Saúde emitiu hoje (3) um documento que com toda certeza é um dos piores erros já cometidos pelo atual governo. Por meio de uma nota técnica, a Comissão de Saúde da Mulher do MS declarou que o aborto “nos casos previstos em Lei” deve ser incluído entre os “serviços essenciais e ininterruptos” durante a pandemia de Covid-19.

Como se sabe, a posição contrária ao aborto foi uma das pautas que ajudaram a eleger o presidente Jair Bolsonaro em 2018. De maneira clara e enfática, o então candidato Bolsonaro sempre se manifestou contra o aborto e reiterou diversas vezes a mesma posição depois de eleito e empossado.

Com a pandemia do coronavírus, a Organização Mundial da Saúde (OMS) viu a oportunidade de avançar a agenda globalista da legalização do aborto. Em nota oficial, a OMS declarou que o aborto era um “direito fundamental” das mulheres em tempos de Covid-19. Não bastassem a destruição das economias, o ataque aos direitos individuais e a desvios milionários de recursos públicos, o vírus chinês nos brindava, agora, com a liberação do assassinato de crianças no ventre materno.
 
A nota técnica emitida hoje pelo Ministério da Saúde vem ao encontro da recomendação da OMS. Parece mesmo ter sido escrita por um funcionário globalista, uma vez que utiliza os conhecidos eufemismos para o aborto, além dos velhos clichês falaciosos para a defesa do crime contra a vida.

Seguem alguns trechos da circular:

“Diante disso [a pandemia], emerge a preocupação com a saúde das mulheres, nos seus diferentes estágios do curso da vida. A necessidade de garantir acesso integral à Saúde da Mulher perpassa a Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva (SSSR), bem como a saúde Materno-Infantil, e deve ir ao encontro do contexto e das prioridades regionais, de modo a estruturar uma resposta rápida e eficaz à saúde das mulheres.

“(...) pode-se esperar o aumento de gravidezes indesejadas resultantes de relação sexual forçada. O acesso em tempo oportuno à contracepção de emergência deve ser pensado de modo a responder a esta necessidade das mulheres. 

“Os fatores relacionados acima têm potencial para impactar diretamente na SSSR das adolescentes e mulheres. Portanto, devem ser considerados como serviços essenciais e ininterruptos a essa população: os serviços de atenção à violência sexual; o acesso à contracepção de emergência; o direito de adolescentes e mulheres à SSSR e abortamento seguro para os casos previstos em Lei; prevenção e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis, incluindo diagnóstico e tratamento para HIV/AIDS; e, sobretudo, incluindo a contracepção como uma necessidade essencial.”

Por 25 anos, nos governos do PT e do PSDB, o Ministério da Saúde vinha emitindo notas técnicas em linguagem semelhante, sempre com o objetivo ampliar e facilitar a prática do aborto pelos mais variados pretextos. Que o leitor não se engane: “Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva” e “acesso à contracepção de emergência” são apenas eufemismos para o aborto. As “gravidezes não-desejadas” são apresentadas como justificativa para a morte das crianças. Quanto a “abortamento seguro”, trata-se um oxímoro: não existe segurança numa prática em que um das partes envolvidas — a mais fraca e indefesa — sempre morre.

Ainda segundo a nota técnica, é necessário:

“- dispensar a pílula de emergência (levonorgestrel) de acordo com o protocolo de utilização do Ministério da Saúde. Por ter caráter emergencial, a necessidade da mulher que procura o serviço para este fim deve ser atendida imediatamente por profissional qualificado;
- ofertar a inserção de DIU de cobre nas UBS e maternidades de acordo com protocolo do MS. Atentar para a recomendação de que para a inserção não é necessária à solicitação roneira de ultra sonografia nem de exame citopatológico”.


Ou seja, a Comissão de Saúde da Mulher está defendendo o uso da “pílula do dia seguinte” e do DIU, dois métodos de contracepção notoriamente abortivos.

Os cristãos que votaram em Jair Bolsonaro o fizeram, dentre outros motivos, para que semelhantes práticas fossem definitivamente eliminadas da saúde pública brasileira.

Resta-nos esperar que o presidente da República, para ser fiel a um de seus mais importantes compromissos de campanha, anule a famigerada nota técnica, identifique e puna exemplarmente os responsáveis por essa aberração.

Mesmo que o responsável seja o ministro da Saúde.


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