UMA CIDADE CONTRA O VÍRUS

Londrina faz carreata por tratamento precoce de Covid

Paulo Briguet · 17 de Setembro de 2020 às 16:22

Movimento da sociedade civil defende adoção de protocolo que pode evitar colapso dos hospitais e da economia

A cidade de Londrina, no Norte do Paraná, tem vivido dias difíceis no combate à pandemia do coronavírus. Na semana passada, o prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP), determinou o fechamento de todos os bares da cidade e a lei seca por 14 dias. Também restringiu a circulação em áreas de lazer e endureceu a fiscalização contra eventos que possam gerar aglomeração de pessoas. A taxa de ocupação de UTIs para Covid-19 atingiu 84%, levando a Associação Médica local a emitir um “alerta vermelho” na saúde pública. Mais de 50% dos novos casos confirmados são de jovens.

No entanto, existe uma forma de evitar novas internações e mortes na cidade: a adoção do protocolo de atendimento ambulatorial precoce com hidroxicloroquina, azitromicina e zinco. Como já restou comprovado em dezenas de estudos científicos no Brasil e no mundo, esse tratamento, quando aplicado entre o primeiro e o quinto dia a partir do aparecimento dos sintomas da Covid-19, reduz drasticamente as internações e, portanto, o número de mortes pelo vírus chinês.

Um grupo de 119 médicos do Paraná elaborou um protocolo de tratamento precoce com orientações detalhadas para os profissionais da saúde pública. Por que, então, esse tratamento não é aplicado no sistema de saúde pública de Londrina e do Paraná? Seria por influencia da Sociedade Brasileira de Infectologia, que tem ido na contramão dos estudos científicos realizados no mundo todo?

Para acessar a proposta de protocolo precoce clique aqui e faça o download.

Como em outros momentos da história, a população londrinense decidiu ir às ruas para exigir uma resposta do poder público. Um grupo de cidadãos locais formou o movimento Unidos Contra o Covid, que no próximo domingo (20), vai realizar uma carreata pelas ruas da cidade para reivindicar a adoção do tratamento precoce pela Secretaria Municipal de Saúde. A carreata vai começar às 15 horas, na frente da Prefeitura de Londrina, e deve percorrer as principais vias da cidade.

No Brasil, é a primeira vez que se tem notícia de um ato público em defesa do tratamento precoce.

“As pessoas têm o direito de optar pelo tratamento precoce da Covid-19”, afirma o médico Alexandre Barbosa. “Queremos que o município adote oficialmente esse protocolo elaborado pelos médicos paranaenses. Assim poderemos reduzir o número de internações e permitir que as pessoas voltem a trabalhar mais rapidamente, o que contribui para evitar prejuízos à economia local.”

Uma das principais preocupações dos organizadores da carreata é evitar a politização da doença. “Não estamos aqui defendendo nenhuma corrente política e nenhuma ideologia”, diz o publicitário Antônio Aparecido da Silva, um dos organizadores da manifestação. “O propósito do nosso movimento é defender a vida.”

Neste domingo, os londrinenses vão às ruas para pedir o tratamento mais eficaz contra a Covid-19. Será que o poder público terá ouvidos para eles?

 

 


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