VÍRUS CHINÊS

Lockdown pode levar à morte 1,2 milhão de crianças

Paulo Briguet · 14 de Maio de 2020 às 15:04

E quem está dizendo isso não somos nós: é a Unicef, agência da ONU para a infância
 

As medidas de lockdown (bloqueio total) para o combate ao coronavírus podem ter consequências devastadoras para as crianças dos países pobres. Segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), o modelo pode levar à morte de mais de 1,2 milhão de crianças nos próximos seis meses, especialmente em áreas carentes.

Segundo declarou Stefan Peterson, chefe de saúde da Unicef, em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, os bloqueios impostos pelos governos não são meios eficazes para o controle da pandemia, e fatalmente vão interromper serviços de saúde e o abastecimento de comida em regiões pobres. Isso significa que as crianças não vão morrer de Covid-19, mas de malária, pneumonia, diarreia — e fome. A Unicef calcula que a mortalidade infantil tenha crescido 45% nos últimos meses, em parte como resultado dos métodos radicais de combate à pandemia.

Peterson apontou a perplexidade e a confusão dos governantes diante da pandemia. “Receio que as medidas de bloqueio total tenham sido copiadas entre os países por falta de saber o que fazer, sem a necessária contextualização local”, declarou o médico.

Ao lançar a campanha “Save Generation Covid”, a Unicef definiu a atual pandemia como “a mais urgente crise global que as crianças têm enfrentado desde a Segunda Guerra Mundial”. A interrupção das campanhas de vacinação de sarampo, por exemplo, fará com que 117 milhões percam a imunização de rotina em 2020. Além disso, os bloqueios drásticos afetam o atendimento de saúde e o combate a outras doenças, que não o Covid-19.

Em países de média e baixa renda, o sarampo, a pneumonia, a diarreia, as mortes no parto e a inanição representam um risco muito maior para a vida das crianças do que o vírus chinês. E não é o BSM quem está dizendo — é uma agência da ONU!

O seu governador já sabe disso?