OPERAÇÃO

Lava Jato e Covidão se interligam e PF prende ex-deputado e empresário no RJ

Yasmin Alencar · 14 de Maio de 2020 às 08:27

O ex-deputado estadual Paulo Melo e o empresário Mário Peixoto foram presos na manhã desta quinta-feira (14)

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (14), no Rio de Janeiro, o ex-deputado estadual Paulo Melo e o empresário Mário Peixoto. As prisões fazem parte de mais um desdobramento da operação Lava Jato. Paulo Melo já tinha sido preso em uma etapa anterior da força-tarefa. 

Mário Peixoto é um empresário conhecido por ter inúmeros contratos com o governo estadual desde da época da gestão de Sérgio Cabral. A empresa da família de Peixoto é fornecedora de serviços de limpeza e motoristas a diversas secretarias do governo do Rio de Janeiro. No governo federal, Peixoto tem empresa com marqueteiros que atuam no Hospital Geral de Bonsucesso. 

Ao todo foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão e 5 de prisão preventiva expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Cerca de 120 policiais federais, com o apoio de Auditores Fiscais da Receita Federal participaram da operação. A ação batizada como 'Operação Favorito' foi deflagrada em razão dos indícios da prática dos crimes de lavagem de capital, organização criminosa, corrupção, peculato e evasão de divisas.

No decorrer da investigação, surgiram provas de que a organização criminosa persiste nas práticas delituosas, inclusive se valendo da situação de calamidade ocasionada pela pandemia do coronavírus, que autoriza contratações emergenciais e sem licitação, para obter contratos milionários de forma ilícita com o Poder Público, além de atuar para destruição de provas. Segundo a Polícia Federal, pessoas ligadas ao empresário Mário Peixoto trocaram informações sobre compras e aquisições de equipamentos para enfrentamento da pandemia do novo coronavírus destinado a hospitais de campanha do estado. Antes mesmo da contratação da empresa, planilhas de custos já tinham sido elaboradas, o que causou suspeita de fraude. 

Paulo Melo e o então governador Sérgio Cabral em visita a Saquarema, durante a gestão de Franciane Mota (ao centro) — Foto: MDB/Divulgação

Já o ex-deputado Paulo Melo foi preso em março de 2019 e condenado a 12 anos e 10 meses de prisão por organização criminosa e corrupção passiva. Melo esteve preso até março deste ano, quando deixou a cadeia para cumprir prisão domiciliar.

 

* Mais informações em instantes

 


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