GÊNERO

Homens com útero: a revolta contra a realidade

Otávio Pedriali · 11 de Fevereiro de 2021 às 15:32

Em mais um avanço da agenda política extremista, jornal da associação médica americana publica estudo sobre transplante uterino para homens

Nos últimos anos, a agenda gayzista tem avançado a passos largos nas principais sociedades ocidentais, rompendo rapidamente barreiras antes tidas como seguras e bem estabelecidas. Após a aprovação do “casamento” homossexual, experimentos sociais cada vez mais alarmantes foram aprovados em curto espaço de tempo.

Engana-se quem supõe que deixar homens competir com mulheres em esportes como vôlei e atletismo ou tentar criminalizar opiniões que não comunguem com o dogma gayzista seriam as ações mais extremadas. Recentemente, o jornal da associação médica americana (JAMA) publicou um estudo que coloca em discussão o transplante uterino para homens.

O estudo em questão foi divulgado em uma data que não poderia ser mais conveniente e simbólica: 20 de janeiro, primeiro dia do governo Biden. No mesmo dia, Joe Biden assinou uma ordem executiva com o propósito alegado de combater e prevenir a discriminação com base na “identidade de gênero”. A correlação das datas torna-se ainda mais suspeita porque as entrevistas foram realizadas em 2019 e terminaram em novembro daquele ano, mas o jornal da associação médica americana esperou até o primeiro dia de governo Biden para publicar o estudo.

Intitulado “Percepções e motivações para o transplante de útero em mulheres transsexuais”, o estudo pesquisou mais de 180 transsexuais e descobriu que, para mais de 90% deles, o transplante uterino melhoraria a qualidade de vida e aumentaria os sentimentos de feminilidade.

O estudo também destacou que os transsexuais desejam experimentar psicologicamente a feminilidade de maneira integral, ou seja: desejam ter a capacidade de menstruar e de engravidar. Os pesquisados também relataram o desejo de ter uma vagina transplantada e funcional, o que, alegam, aumentaria sua qualidade de vida.

O estudo, é claro, não indica que a militância LGBT já esteja pressionando pela aprovação do transplante uterino para transsexuais, mas a publicação de um estudo deste teor em um jornal de tanta relevância no mínimo coloca o tema em discussão e dá a ele um verniz científico. Percebam a sutileza com que o assunto é tratado:  o principal tema do estudo é o bem-estar psicológico da população transsexual. Quem pode se opor ao incremento do bem-estar psicológico de outrem, afinal?

Não importa que a operação de transplante de útero para que homens possam engravidar seja uma aberração, uma manipulação da natureza e uma negação patente do sexo biológico: o único critério é o bem-estar subjetivo dos transsexuais. Não é difícil imaginar qual será o tratamento dado aos que se opuserem, aos que acharem questionável colocar um útero em homens para que engravidem.

“Chegará o dia em que teremos que provar que a grama é verde”, profetizou Chesterton. Quem dera o desafio dos dias atuais fosse tão simples. Logo teremos que nos esforçar para provar que homens não podem engravidar, que a mera sugestão de transplante de útero e de vagina para transsexuais é fruto de uma revolta contra a razão e contra a natureza das coisas.

Os mesmos argumentos usados pela militância gayzista para tentar legitimar a ideologia de gênero também se aplicam para a defesa do transplante uterino para homens.

Se os caprichos sexuais são o critério mais elevado de decisão, se não há nada tão sagrado e digno de ser protegido, de maneira que cabe ao indivíduo escolher livremente sua identidade de gênero, independentemente do que impõe a natureza, também não há o que opor ao transplante uterino para transsexuais. Uma coisa é a mera consequência lógica da outra.

Corrijo-me: escrevi alguns parágrafos acima que a divulgação do estudo não significa que a militância já esteja ativamente pressionando pelos transplantes uterinos para homens. Será? Vejam o tweet recente da Tampax, fabricante de absorventes que pertence ao conglomerado Proctor & Gamble:

 

“Fato: nem todas as mulheres têm menstruações. Também fato: nem todas as pessoas que menstruam são mulheres. Vamos celebrar a diversidade de todas as pessoas que sangram”.


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