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Estante BSM #07 - A Beleza salvará o mundo - parte 1

Stefani Onesko · 24 de Julho de 2020 às 14:17

Mais uma vez convidamos Luciano Oliver e André Assi Barreto para discutir um livro conosco no Estante BSM. 

No novo episódio, Stefani Onesko convida Silvio Grimaldo, Luciano Oliver e André Assi Barreto para discutir "A Beleza Salvará o Mundo", de Gregory Wolfe.

Ouça a segunda parte aqui.

O autor reflete em seus escritos a confiança ilimitada no debate racional e na ação política e o não entendimento da implicação da beleza na redenção do mundo, na possibilidade de renovação. Wolfe foi vencido pela sabedoria de Dostoiévski, visto que, este último analisa como a beleza está intimamente ligada ao bem e à verdade e como os três elementos são inseparáveis. Em um contexto, em que a verdade e a bondade são obscurecidas por regimes totalitários ou ideologias perturbadoras, a existência da beleza pode dar esperança ao mundo e por meio da beleza, as pessoas podem se religar à verdade e ao bem. É dessas ideias que nasce este livro.

Vivemos numa época extremamente politizada. Guerras culturais e conflitos cada vez mais partidários têm reduzido a discussão pública a meras gritarias em disputas ideológicas. Deste modo, o ponto essencial criticado por Wolfe, é o comportamento conservador, cada vez mais ligado e próximo da política e das ideologias e ao mesmo tempo, mais distante da cultura e da arte no seu tempo, abandonando por desprezo e preconceito, campos tão essenciais. O autor não teme ao afirmar que “a maioria dos conservadores pensa na cultura como um museu, e não como uma continuidade orgânica. São todos a favor da promoção dos clássicos, mas quando se trata de cultura contemporânea e moderna, simplesmente se eximem”. Segundo Gregory Wolfe, os conservadores devem enriquecer a linguagem e elevar os debates através de um retorno às raízes mais profundas de nossa cultura. Faz-se necessário dialogar com grandes artistas e pensadores de outras épocas, sem perder a sensibilidade e as características do nosso tempo. O retorno dos conservadores à arte e à cultura se faz urgente. “Se a arte não pode salvar nossas almas, pode ao menos fazer muito para remir a época, dando uma verdadeira imagem de nós mesmos, tanto no horror e tédio a que estamos sujeitos, quanto na glória que, por raros momentos, podemos ter o privilégio de vislumbrar”.

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