BIG TECHS

Ditadura progressista com doçura: quem é a mulher que censurou Trump

Lucas Ribeiro · 13 de Janeiro de 2021 às 17:23

Conheça a poderosa executiva indiana que está por trás do banimento do presidente americano nas redes sociais

Quando imaginamos a ação de censura de um governo, pensamos nas figuras de um Stálin, Fidel Castro ou Maduro agindo sem piedade para impedir a livre circulação de ideias. Outras vezes temos uma imagem genérica das Big Techs funcionando de maneira automatizada, sem nenhum controle de seres humanos: asséptica, tecnocrática, imparcial. Contudo, são pessoas de carne e osso que definem as políticas das gigantes comunicação no mundo digital, e quem está por trás de uma das maiores ameaças a democracia e a liberdade de expressão recentemente não traz o estereótipo do autocrata malévolo ainda que tome medidas equivalentes aos ditadores mais sanguinários. Poucos se perguntaram: quem foi a pessoa responsável por banir o presidente Donald Trump do Twitter?

O nome da executiva de relações públicas do Twitter é Vijaya Gadde. Ela é uma indiana-americana, elegante, de fala doce e pausada. Gadde estudou na seletíssima Cornell University ― da Ivy League ―, assim como na Universidade de Direito de Nova York. A sofisticação, a fala fleumática e o verniz de imparcialidade e tecnocracia disfarçam perfeitamente a ação autoritária e cerceadora exercida por ela no Twitter. Neste mundo da mentira e da farsa, as atitudes de censura não ocorrem como nos séculos XX ou XIX, quando agentes brucutus entravam num jornal ou na casa de alguém que incomodasse o G2 cubano, ou a KGB soviética invadia os lares arrebentando os dentes dos cidadãos  indesejáveis. A violência contra a liberdade de expressão atualmente se dá com uma áurea de legitimidade.

Uns, mais cínicos, dizem:

― Isso precisa ser feito para cessar o discurso de ódio.

Alguns soyboys afirmam, do alto de sua estupidez:

― A empresa privada é sagrada.

― Contra Donald Trump, defender a liberdade de expressão não importa.

No século XXI, a violência política e o fim das liberdades políticas não ocorrem com broncos e parrudos censores, e sim através de uma jovem indiana, cultivada, falando fino, com linguagem insípida, ao mesmo tempo em que dá uma marretada no direito de expressão do presidente dos Estados Unidos, censurando-o sumariamente a sua conta com mais de 80 milhões de seguidores (aproximadamente a população da Alemanha em números).

O site americano Político descreveu-a como “a mais poderosa executiva de mídias sociais que já se ouviu falar”. A revista Instyle a considerou como umas das 50 “Badass” de 2020 com o subtítulo: “Conheçam as mulheres que estão mudando o mundo”. Todo o apoio da mídia progressista foca sempre no fato dela ser mulher, inteligente, indiana, imigrante e poderosa. Esses atributos são verdadeiros, mas o que dizer do seu trabalho no aspecto da liberdade de expressão? E qual linha política e ideológica é apoiada pela badalada executiva?

Não é difícil imaginar em quem a executiva de Relações Públicas do Twitter votou nas eleições americanas em 2020. Vijaya apoiou, por exemplo, a “Chalo Vote”, organização de votos do Sul da Ásia nos EUA que declaradamente fazia campanha para Kamala Harris. Ela também convenceu Jack Dorsay a não vender o Twitter para um conservador (e como essa decisão há de ter influenciado nas eleições americanas, não?).

Foi a Sra. Vijaya também que tomou a decisão de censurar a reportagem do New York Post que denunciava os atos de corrupção de Hunter Biden, filho do então candidato a presidente pelo partido democrata. Para a chefe do Ministério da Verdade, essa era uma notícia que não podia ser exposta.

Ela também retuitou personalidades vinculadas ao grupo de extrema esquerda Black Lives Matter, que defende a retirada de recursos da polícia e em muitos casos a morte de policiais como metas políticas. O apoio a essa política, obviamente, sempre é munida de “coraçõezinhos” e “ódio do bem”. Quem pode dizer que o BLM é um grupo violento ou extremista? Eles só querem o bem e a igualdade racial, não é mesmo?

A Sra. Vidaya Gadde tem todo o direito de ter sua posição política alinhada com toda a esquerda radical, mas ter essa posição e censurar o presidente dos Estados Unidos com 80 milhões de seguidores é um ato de censura análogo aos feitos por ditadores brutais como Hitler, Stálin, Fidel Castro e Maduro, ainda que nenhum desses tenha tido em mãos o poder e o alcance de censura da descolada executiva.

As Big Techs adoram falar em diversidade no aspecto de raça e opção sexual. Contudo, a única diversidade proibida para grandes empresas de tecnologias globalistas é a ideológica. A presença de conservadores em suas redes é algo fora da imaginação da “beautiful people” de bilionários. A hegemonia de esquerdista nessas empresas é até confirmada na sincera entrevista no programa do Joe Rogan com a presença da Sra. Gadde e do dono do Twitter Jack Dorsey.  E sabemos que esse domínio total da esquerda nessas plataformas tecnológicas é algo já de longa data, como já foi inclusive noticiado no BSM.


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