CHINA

Ditadura comunista pode gerar milhões de mortes novamente

Leandro Ruschel · 14 de Fevereiro de 2020 às 09:35
Regime chinês teve responsabilidade direta pela epidemia de coronavírus, ao impedir que o público fosse informado dos primeiros casos da doença

O regime comunista chinês matou entre 50 e 100 milhões de pessoas, somando as vítimas da guerra revolucionária, o Grande Salto para Frente, a Revolução Cultural e a repressão sistemática ao longo da ditadura do PCC (Partido Comunista Chinês). Agora, o regime tem responsabilidade direta pela epidemia do novo coronavírus, ao impedir que o público fosse informado dos primeiros casos da doença, o que poderia levar à sua contenção.

Segundo artigos da Caixin Media, o primeiro paciente infectado foi tratado no hospital de Wuhan em 8 de dezembro. Era um comerciante do Mercado Público, onde eram vendidos os mais diversos animais exóticos, que fazem parte da dieta chinesa. Com dezenas de milhares de clientes por dia e mais de mil bancas, temos o ambiente ideal para que a mutação de um vírus transmitido entre animais selvagens acabe infectando um ser humano. Até agora, essa é a hipótese mais provável para o surgimento da doença.

Outra possibilidade seria o “vazamento” desse vírus de um laboratório que pesquisa doenças infecciosas que fica na cidade. Pesquisadores indianos sugeriram que o genoma do vírus possui indícios de manipulação, mas tal informação não foi confirmada por outros cientistas.

Qualquer que seja a origem da doença, é certo que as autoridades chinesas tinham informações sobre a existência de um surto e não anunciaram ao público, impedindo que medidas pudessem ser tomadas para contê-lo.

Voltando aos relatos da Caixin Media, os casos da doença misteriosa que causava pneumonia nos infectados subiu para 27 em poucos dias, quando os médicos passaram a suspeitar de um vírus como o SARS. O CDC (Centro de Controle de Doenças) chinês teria passado a operar incansavelmente para identificar o novo patogênico, além de criar testes para poder identificar novos casos. Tudo isso foi feito até o final de dezembro. Oficialmente, o genoma do vírus foi sequenciado apenas em 12 de janeiro.

O caso do médico Li Wenliang confirma que havia conhecimento de um surto. Em 30 de dezembro, ele viu o resultado positivo de um teste de SARS feito para um paciente que estava no seu hospital em Wuhan. Ele escreveu em um grupo de médicos no WeChat (WhatsApp chinês) sobre o teste positivo de 7 pacientes para SARS, sugerindo que não havia a confirmação sobre ser SARS ou um outro tipo de coronavírus. Na mesma conversa, ele sugeriu que os amigos e seus familiares tomassem medidas protetivas. Prints da conversa vazaram para as mídias sociais.

Ou seja, as autoridades sabiam que havia uma epidemia de SARS ou de um novo vírus parecido, em 30 de dezembro ou antes. Ao invés de tomar providências para evitar a epidemia, as autoridades locais resolveram ameaçar Li e outros médicos que alertavam sobre a doença. Ele teve que assinar uma carta, comprometendo-se a não mais espalhar “rumores” que poderiam “perturbar a ordem pública”.