VÍRUS CHINÊS

Como as fraudes científicas precedem os golpes políticos

Cristian Derosa · 31 de Março de 2020 às 16:40

Da contagem de mortos por Covid-19 à postura da OMS, assim como nas mudanças climáticas, cientistas colaboram com projetos de poder para submissão das nações e ocontrole total de recursos naturais e financeiros

A atual pandemia causada pela ainda misteriosa disseminação do vírus chinês vem provocando uma histeria midiática sem precedentes. Os jornais não demonstram nenhum constrangimento em fomentar o pânico noticiando mortos um a um em tempo real. Nunca se viu tamanho sensacionalismo vindo de órgãos que desejam atrair para si a imagem de pacifistas, integradores sociais e vozes equilibradas. Esta é certamente uma das maiores fraudes jornalísticas da era moderna. 

Além da cobertura aterradora a que se dedica, o jornalismo oculta sem cerimônia todas as vozes de pesquisadores e estudos que estão sendo publicados mundo afora, que questionam gravemente o método de contagem de mortos. É o caso do estudo de Oxford que apontou que apenas 12% das mortes da Itália têm comprovação de causalidade pelo vírus chinês e os outros 88% associam-se a comorbidades e fragilidade imunológicas da população envelhecida do país, que é o segundo mais velho da Europa.

A metodologia para se chegar aos números de mortos por Covid-19, portanto, vem sofrendo críticas científicas por toda parte. Mas elas são solenemente ignoradas. Em São Paulo, o governo de João Dória decidiu imitar a Itália e considerar qualquer cadáver falecido nos hospitais durante a pandemia como vítima do vírus chinês. Em Santa Catarina, tive informações de que muda-se quase todo dia o método, sendo imutável apenas a ideia de que se alguém morre com coronavírus, é classificado como morto por coronavírus. É assim que o mundo procede, ignorando os constantes alertas de pesquisadores independentes. Esse procedimento irá inflar os números de mortos drasticamente, o que, somado à chegada do inverno no Hemisfério Sul, poderia trazer um alarde ainda maior.

Mas os graves problemas metodológicos não serão objeto das notícias; quando as mortes aumentarem, por quaisquer motivos, não terão mais tanta atenção como notícia, exceto como detalhes comprobatórios de um outro processo que já alcança os jornais: à etapa informativa segue-se a opinativa e política, a da pressão sobre governos por autoridades por meio dos jornais. Estas etapas, que expliquei em detalhes no meu curso Guerra da Informação (baseadas no exemplo dado nos últimos capítulos de meu livro A transformação social), já estão sendo lideradas pela postura mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS).