AÇÃO COORDENADA

Churchill está preso

Brás Oscar · 14 de Junho de 2020 às 12:13

Esquerda tenta censurar a História do Ocidente com atos de violência e vandalismo, mas os conservadores reagem

Churchill está preso numa caixa desde a semana passada; paredes de madeira pintadas de cinza cobrem a estátua do primeiro-ministro britânico que venceu Hitler e Mussolini. Estátuas de pessoas que moldaram o ocidente por seus grandes feitos foram pichadas, quebradas e até lançadas para o mar esta semana na Europa. Em Londres, os conservadores reagem.

Desde o fim das medidas extremas de isolamento social e retomada das atividades na Europa, o continente é palco de ações de grupos comunofascistas que servem de incubadora para movimentos de rua violentos, pautados em discursos raciais, que pretendem promover uma censura na História do Ocidente. Os protestos iniciados nos Estados Unidos, que usaram como pretexto a morte de George Floyd, causada pela conduta abusiva de um policial, foram o estopim para uma onda de terror que se espalhou rapidamente para a outra margem do Atlântico.

Estes grupos agem com o mesmo método dos grupos terroristas muçulmanos que destruíram parte significativa de estátuas e construções da Antiguidade Oriental e Antiguidade Clássica no Oriente Médio e Sudeste da Ásia com a desculpa de que tais monumentos refletiam um passado pagão não condizente com o Islã.

Com este mesmo espírito talibã, os Black Live Matters picharam “was a racist” (era um racista) na estátua de Churchill, atiraram a estátua de Edward Colston, um dos maiores filantropos da história britânica, nas águas do estuário de Bristol e obrigaram o município de Bournemouth a retirar da via pública a estátua de Robert Baden-Powell, o fundador do escotismo. Em Lisboa, um dos mais belos monumentos contemporâneos que homenageia o Padre António Vieira também foi alvo de vandalismo do mesmo grupo.

Na sexta-feira, 12 de junho, uma bizarríssima petição online dirigida a Assembleia da Républica de Portugal exigia a demolição da Torre de Belém, um dos maiores e mais belos monumentos da capital lusitana. A Torre de Belém é uma fortificação militar de forte caráter patriótico que serviu de torre de guarda na barra do Tejo no século XVI e depois converteu-se, com as mudanças de táticas militares navais, em alfândega, farol e até masmorra.

Cento e duas pessoas chegaram a assinar a petição em menos de 24 horas, mas a plataforma digital peticaopublica.com deu-a por encerrada depois de protestos indignados de milhares de portugueses. Aparentemente, a ação foi uma false flag com o intuito de criar acusações mútuas entre direita e esquerda, que acusam uns aos outros de serem os possíveis autores da petição e, por tabela, pautar a mídia portuguesa com tema “racismo colonial”.

Apesar de não concordarem com o absurdo pedido de demolição da torre, todos os jornais de Portugal não deixaram de comentar, em suas edições de sábado, a necessidade de “discutirmos sobre o racismo do período colonial e darmos um novo enfoque a isto nos nossos livros de história”, como comentou um certo jornalista.

O reflexo dessas ações já chegou ao Brasil, infelizmente. Numa busca no Twitter já possível verificar perfis incitando a criação de ações organizadas para vandalizar as estátuas de Duque de Caxias na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro, por exemplo.

Novamente em Londres, agora o alvo é a estátua do Almirante Nelson, na Trafalgar Square, praça que celebra a memória da Batalha de Trafalgar, travada na costa sul da Espanha contra as forças napoleônicas que ameaçavam o Reino e Unido e Portugal. O Almirante Nelson foi o grande herói desta batalha; não fosse por seus feitos, em vez de uma praça belíssima, talvez uma guilhotina francesa teria sido erguida no centro de Londres naquele início de século XIX.

Porém, desta vez, o desfecho foi diferente. Os vândalos encontraram um grupo de britânicos patriotas dispostos a impedi-los e graças a isso a estátua foi preservada. Também desta vez a polícia se fez presente, mas de acordo com a fonte local ouvida por este colunista, fizeram pouco mais que assistir os Black Live Matters agredirem gratuitamente os patriotas que formavam uma barreira ao redor da coluna que sustenta o monumento. Há algumas pessoas a se queixarem que a ação da polícia era seletiva, tendo apenas os defensores do patrimônio histórico como alvo da coação física.

Os grupos comunofascistas que comandam tais atos terroristas alegam que estes homens célebres eram racistas, ou falaram algo racista, ou tentam enquadrar como racismo qualquer fato de suas vidas públicas ou privadas através da lente da narrativa progressista que, de maneira burra e anacrônica, tenta julgar moralmente com a régua da ética politicamente correta do século XXI homens de tempos passado que agiram de acordo com os valores da maioria, no mais verdadeiro espírito da democracia e liberdade do Ocidente.

O protesto dos conservadores são uma reação justa e necessária, porém ainda muito insuficiente. De qualquer modo, é um começo e um alento de esperança. Aos poucos estes homens e mulheres comuns vão quebrando a espiral do silêncio e mostrando que o homem comum, clássico, orgulhoso de seus valores cristãos, é ainda a maioria, porém silenciada e atordoada pela hegemonia cultural esquerdista.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson pronunciou-se a respeito da situação; disse que “a violência dos Black Live Matters não será tolerada” e conclamou a população britânica a “não dar qualquer tipo de apoio ao movimento cujas ações sempre culminam em violência”. Johnson classificou o discurso dos depredadores de “tentativa de censurar a história” e reforçou ainda seu apoio aos Estados Unidos: chamou os EUA de “bastião da paz e da liberdade” quando perguntado sobre a reação de Donald Trump aos Black Lives Matters.

É perceptível que todos os movimentos da esquerda agem de maneira coordenada, fortemente financiado e estrategicamente camuflados sob diversas frentes aparentemente dispersas — a tática de fake split —, e não é de hoje. Os movimentos revolucionários são perfeitamente coordenados em nível mundial desde o fim do século XIX com a primeira Internacional Comunista até os dias atuais com a Internacional Progressista, remake da versão comunista apenas sem o “comunista” no nome.

A mídia europeia, em sua maioria, entretanto, numa página chama os conservadores patriotas de “grupos organizados da extrema-direita” e na página seguinte chama os chefes dos Black Live Matters de Londres de “líderes inspirados nos movimentos sociais que começaram nos EUA”, criando a falsa narrativa que acusa os conservadores daquilo que, na verdade, é a esquerda: uma milícia bem organizada, bem remunerada e verdadeiramente extremista.

Brás Oscar é colunista e correspondente do Brasil Sem Medo em Portugal e  coapresentador do programa Conexão Europa no canal  PHVox.

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