Balanço do Itaú alerta para os riscos do "Efeito Americanas"

Economista ouvido pelo BSM destaca ainda as políticas do 'fica em casa' aplicadas na pandemia, e o discurso desastroso do novo governo como fatores decisivos para a piora da conjuntura
A recente divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2022 do banco Itáu acendeu o alerta para eventuais novos pedidos de recuperação judicial de empresas no país. A suspeita é que diversas companhias estejam bem perto de serem afetadas pelo Efeito Lojas Americanas, que abalou o sistema financeiro brasileiro, acumulando dívidas em torno de R$ 40 bilhões.
Sem citar nominalmente as Americanas, o Itaú apontou “reconhecer os impactos de um evento relacionado a um caso específico de uma empresa de grande porte que entrou em recuperação judicial”. O remédio usado pelo banco foi reforçar a chamada Provisão de Créditos de Liquidação Duvidosa, que veio impactar em R$ 719 milhões as contas da instituição.
Outro indicador foi o aumento do custo de crédito (empréstimos), que bateu em quase R$ 10 bilhões de reais no quarto semestre do ano passado, principalmente nas despesas no setor de atacado.
“O momento é periclitante”, afirma o economista Eduardo Cavendish.