ORIGEM DAS IDEIAS

Anne Frank, o “privilégio branco” e o secularismo moderno

Braulia Ribeiro · 26 de Julho de 2022 às 12:31

As raízes intelectuais do antissemitismo contemporâneo remontam a uma heresia dos primeiros séculos da era cristã

Há alguns meses, Woophi Goldberg, atriz e comentarista televisiva do programa The View, da rede ABC, disse que o Holocausto não tinha sido causado por racismo porque foi uma guerra “entre brancos”. O comentário foi condenado pelo público, e ela acabou punida, ficando suspensa por alguns dias do programa.

Mas infelizmente a estupidez antissemita voltou à tona no último final de semana. Uma alma torpe afirmou no Twitter que Anne Frank tinha “privilégio branco”. Sim, é isso mesmo que você leu: o comentário se refere à garota judia que escreveu o famoso diário. A Anne Frank que ficou escondida no ático de uma casa com sua família por dois anos para depois terminar morta aos 15 anos em um campo de concentração nazista. Parece que conta como “privilégio” ser morta cruelmente na câmara de gás. Temos que esperar de tudo da lata de lixo que é a “teoria crítica racial” e do discurso militante sobre a questão. 

Discussões desse tipo afloram no espaço público de vez em quando para nos mostrar, que não estamos livres do antissemitismo, e talvez nunca ficaremos. O pai de todos os racismos, vai sempre revelar sua carantonha de tempos em tempos. E para aqueles que atribuem o “reaparecimento” do antissemitismo ao secularismo e ao esquerdismo, se é que ele em algum momento da história deixou de estar presente, quero dizer que o antissemitismo foi gerado na tradição cristã. Eis o tema e o alerta que quero propor neste artigo.

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