A DITADURA PROGRESSISTA

Alexander Dugin: O grande despertar

Redação BSM · 11 de Janeiro de 2021 às 11:32

O Brasil Sem Medo publica a tradução do artigo de Alexander Dugin sobre a censura promovida pelas Big Techs e a nova ditadura progressista: "É uma questão de princípios".

Nosso nome é Ashley Babbitt.

Historicamente nós tivemos e ainda temos muitas questões contrárias e conflitos com os EUA no nível geopolítico. Nós lutamos em diferentes lados dos conflitos em muitas ocasiões. Entretanto, o que se passa nos EUA no momento é uma outra questão. É uma questão de princípios.

Metade dos EUA estão sob um domínio totalitário da outra metade. Chegou uma verdade ditadura da esquerda progressista. E nesta situação nós somos obrigados a expressar total solidariedade com a metade oprimida.

Estas não foram eleições, mas sim um golpe de estado aplicado por uma conspiração das elites ilegítimas. A presidência americana foi sequestrada. Agora, os EUA estão sob controle de uma junta extremista. Bem-vindos à Maidan (referindo-se à revolta popular da Ucrânia em 2013-14) ou ao Terceiro Mundo.

Esta é primeira vez que os globalistas utilizaram o mesmo cenário de “revolução colorida”, incluindo eleições fraudadas e campanhas de desinformação, domesticamente. Suas faces estão completamente descobertas e claramente à vista. Antes, essas táticas eram aprovadas em nome dos “interesses nacionais americanos”. Agora, os próprios americanos são vítimas. É uma conclusão lógica: se você utiliza mentiras e violência, chegará um momento em que não poderá mais as utilizar – em certo ocasião elas se voltarão contra você.

A principal luta é agora claramente internacional. Os Globalistas vs Anti-Globalistas é hoje muito mais importante do que Russos vs Americanos, ou o Ocidente vs Oriente, ou Cristãos vs Muçulmanos.

Nosso nome é Ashley Babbitt. Sim, ela participou em guerras imperialistas americanas. Mas seu sacrifíco em 6 de Janeiro de 2021 foi algo maior do que seus prévios serviços ao Estado americano e ao povo americano. Ela deu sua vida pela verdadeira liberdade e verdadeira justiça. E liberdade e justiça são valores universais. Tanto russos como americanos, muçulmanos como cristãos, ocidentais como orientais. Nossa luta não é mais contra a América. A América que conhecemos não existe mais. A divisão da sociedade americana é doravante irreversível. Nós estamos na mesma situação em todo o lugar – dentro ou fora dos EUA. O combate é o mesmo em escala global.

Nós devemos revisar nossa atitude em relação à tecnologia. Microsoft, Google, Twitter, Apple, Youtube, Facebook e assim por diante não são apenas ferramentas comerciais, presumidamente “neutras”. Elas são armas ideológicas e máquinas de vigilância e censura. Nós precisamos destruí-las. Nós precisamos realizar uma grande saída da tecno-esfera controlada pelos loucos globalistas. A questão em aberto é se devemos desmantelar as tecnologias em geral (eco-solução que não devemos desconsiderar ou rejeitar precipitadamente) ou desenvolver redes independentes, livres do controle de grilhões enviesados e impregnados ideologicamente. Nós podemos, entretanto, mover-nos em ambas direções simultaneamente. O mesmo com a mídia. Ela tem se mostrando agora como uma verdadeira mensageira – de uma mensagem unilateral.

Eu discordo de muitos observadores que consideram a invasão do Capitólio como uma provocação ou um trabalho de quinta-coluna (feito por infiltrados). Não. Essa foi uma resposta simétrica da outra metade da América, totalmente humilhada por eleições roubadas e pela fraude descarada dos Democratas. Os trumpistas mostraram que não existe um privilégio da esquerda progressista em organizar guerras miméticas e usar a violência para fins políticos. Se você começa a usar a violência,  deve esperar uma resposta à altura. A Antifa e o movimento Black Lives Matter começaram as revoltas. O incidente do Capitólio foi uma resposta lógica. “Nós somos fortes o bastante para tomar à força o Parlamento ocupado por fraudes e truques sujos como votos falsos de pessoas mortas e por envelopes que ninguém nunca mandou.”

Agora, nossa luta toma dimensões verdadeiramente globais: nós estamos em guerra com os Democratas – com apenas metade dos EUA – não com os EUA em si. Esse fato muda tudo. A pátria esta acima de tudo. Tanto a americana como a eurasiana. A geopolítica da eleição de 2020 nos mostra as fronteiras de duas Américas – uma globalista, atlântico-costeira e ultra-esquerdista pintada em azul e uma conservadora, tradicionalista e patriota pintada em vermelho. A perversão azul contra a normalidade vermelha.

A verdadeira luta começa agora. O medo que os Democratas sentiram durante os protestos pacíficos do Capitólio serão um lembrete para todos eles. Ver o simples povo americano – uma maioria despojada, silenciosa e “deplorável” – vindo ao Congresso – esse foi o momento da verdade. E deputados se esconderam debaixo das cadeiras... Os verdadeiros “deploráveis” são estes covardes. Eles compreenderam neste momento que não estão mais seguros em lugar algum. Sentiram-se em nossas peles. De agora em diante, Democratas serão atacados no mundo inteiro. Eles devem saber: nós os vigiaremos exatamente como eles vigiam; nós os perseguiremos exatamente como eles perseguem; nós coletaremos informação e criaremos dossiês de todos os Democratas, globalistas e seus fantoches exatamente como eles fazem. De agora em diante, qualquer conexão com os Democratas e seus mandatários será considerarada como colaboracionismo (a traição de colaborar com o inimigo durante a guerra) e participação nos crimes contra a humanidade. Eles mataram milhares e centenas de milhares fora dos EUA. Mas o mal não conhece limites. É baseado em húbris (conceito grego de descomedimento). Então eles começam a matar os próprios americanos. Ashley Babbitt foi só o começo. Eles estão planejando um verdadeiro genocídio, e desta vez dentro dos EUA. E isto já começou.

Há apenas dois partidos no mundo: o partido globalista do Grande Reset e o partido anti-globalista do Grande Despertar. E nada no meio. Entre eles há o abismo, e ele quer ser preenchido por oceanos de sangue. O sangue de Ashley Babbitt é a primeira gota.

A luta se torna universal. O partido Democrata dos EUA e seus mandatários globalistas – incluindo as gigantes da tecnologia e das finanças (Big Tech e Big Finance) – agora são a clara personificação do mal abosluto. O grande mal fez seu ninho em solo americano. Do centro do inferno começa agora a Última Revolta, o Grande Despertar.

Última observação: O Trumpismo é muito mais importante do que o Trump em si. Trump teve o mérito de começar o processo. Agora precisamos ir mais adiante.

Tradução e destaques por Thomas Gertner, a quem agradecemos o trabalho

Original: GREAT AWAKENING: THE FUTURE STARTS NOW


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