FAÇA O QUE EU DIGO...

Agnelo, o desarmamentista armado

Bene Barbosa · 24 de Julho de 2020 às 10:57

Ex-governador do DF é um ferrenho defensor do desarmamento, que chegou até a proibir armas de brinquedo. Mas possuía uma carabina Puma, calibre .38, sem registro

Nesta semana o ex-governador do DF Agnelo Queiroz (PT) foi alvo de uma operação do Ministério Público que investiga o pagamento de propina na contratação de leitos para rede pública de saúde. Durante a busca e apreensão, a polícia encontrou uma carabina Puma, calibre .38, sem registro. Não seria nada demais ou apenas mais um dos diários escândalos de corrupção, não fosse o fato do ex-governador ser um ferrenho defensor do desarmamento do cidadão, que conseguiu aprovar uma lei proibindo a venda até mesmo de armas de brinquedo. De acordo com reportagem da Agência Brasil de 24 de setembro do ano em que a lei foi aprovada, de acordo com Agnelo, a proibição poderia afastar os jovens e adolescente do universo das armas. “Se nossas crianças são educadas na cultura de não violência, quando chegarem à adolescência e forem apresentadas às armas terão todo o conhecimento para evitá-las e isso é um exemplo que queremos levar para todo o Brasil.” O melhor estilo do faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

O universo desarmamentista — daqueles que propõem proibições e severas restrições às armas de fogo para a população de uma forma geral — está infestado desse tipo. Marina Silva, aquela senhora que aparece magicamente de quatro em quatro anos, concorre e desaparece, não é diferente. Em sua campanha de 2018 declarou em entrevista para o jornal O Estado de São Paulo: “Não se resolve problema da violência distribuindo armas à população”. Dupla falsidade, primeiramente pois ninguém nunca propôs distribuir armas para população, muito menos para se resolver o problema da violência, portanto foi apenas uma declaração de palanque em claro antagonismo ao discurso do então candidato Jair Bolsonaro. O problema é que a mesma Marina Silva que diz que não se combate violência com armas e afirmou em seu perfil do Twitter que “criança porta livro, não arma”, contou que não sofreu violência sexual nos seringais onde trabalhou quando criança porque ela e a irmã andavam sempre com uma espingarda dada pela mãe para que elas se protegessem! Esse é o tipo de coisa de quem sai da realidade da selva e cai na bolha ideológica.

Mais casos? Claro, é um prazer… Luís Inácio da Silva, o ex-presidente e atual criminoso condenado, também tem sua bela cota de hipocrisia quando o assunto é arma de fogo. O presidente, responsável por – com alegria e júbilo – sancionar o malfadado Estatuto do Desarmamento em 2003, nunca abriu mão de sua escolta armada, mesmo após deixar o cargo. “Óbvio”, poderão dizer alguns. Pois bem, o que muitos não sabem é que em plena campanha de desarmamento “voluntário”, a imprensa noticiou que Lula possuía não um, mas dois revólveres registrados em seu nome comprados para sua defesa quando ainda era um líder sindical, os quais ele – de acordo com a reportagem – se negava a entregar para destruição. Ninguém nunca soube o paradeiro dessas armas, mas de uma outra sim. Após deixar o palácio do planalto, o ex-presidente saqueou os presentes ganhos durante seus mandatos e enviou milhares de itens para a sua fundação particular, o Instituto Lula. Entre os mais de nove mil itens, um em especial chama a atenção: um fuzil AK-47, presente de um representante da “democrática” Coreia do Norte, e que foi usado por guerrilheiros marxistas na sangrenta guerra civil de El Salvador. Armas para o pai de família se defender? Não! Armas para implantar ditaduras comunistas? ¡Siempre!

Poderia ainda citar muito outros exemplos, como o de José Dirceu, que tinha até Certificado de Registo no Exército como Atirador e Colecionador de Armas (CAC); o do ex-senador Requião, que colecionava — e coleciona — armas enquanto criava uma das mais severas campanhas de desarmamento no Paraná, ou ainda de um secretário de uma prefeitura petista que recebeu o MST na bala! Mas fica para outro artigo. O importante é notar que em todos há algo em comum: o desejo pelo poder e, se possível, o desejo pelo poder absoluto…

Ah, sim, quase esqueci: a hipocrisia também!

Bene Barbosa é analista de segurança, instrutor de Armamento e Tiro, presidente do Movimento Viva Brasil e coautor do best-seller “Mentiram pra mim sobre o desarmamento”.


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