DIÁRIO DE UM CRONISTA

Aborto, o crime sagrado da esquerda

Paulo Briguet · 30 de Dezembro de 2020 às 10:33

O ano do vírus chinês, de forma coerente, termina com a aprovação do assassinato de bebês na Argentina
 

Embora eu tenha abandonado o comunismo há 20 anos, sinto-me responsável por todas as atrocidades que os esquerdistas e seus irmãos ideológicos, os globalistas, continuam fazendo com o mundo. As numerosas desgraças que aconteceram no ano do vírus chinês, portanto, despertaram o meu sentimento de culpa. De alguma forma, por um longo tempo em minha vida ― muito mais longo do que seria aceitável ou compreensível ―, eu fui cúmplice da morte, da miséria e do esvaziamento espiritual provocados por essa cultura demoníaca. É por isso que todos os dias, sem exceção, eu suplico o perdão de Deus. Meu pecado está sempre diante de mim.

Tempos atrás, eu estava sentado na mesa de bar com amigos, entre eles o Silvio Grimaldo, e alguém me perguntou:

― Briguet, qual é o sentido da sua vida?

Tomei um gole de água ― água da bica ―, respirei e disse:

― Limpar as merdas que eu mesmo fiz.

Silvio é testemunha.

O ano de 2020 foi o ensaio geral da humanidade para a implantação do comunismo. Esqueçam as idiotices que os liberais e isentões repetem como papagaios: comunismo não tem nada a ver com socialização da economia (até porque isso, como diria o Padre Quevedo e comprovou Ludwig von Mises, non ecziste). O comunismo é uma cultura de concentração de poder nas mãos de uma elite criminosa e psicopática. O objetivo final do movimento comunista ― ou comunoglobalista, se preferirem ― é dar poder absoluto a essa casta de bandidos. Vitoriosa a revolução, o restante ― eu, você, nossas famílias, nossos amigos, nossos irmãos de fé, a vasta maioria da humanidade ― teria dois destinos possíveis: a submissão ou a aniquilação. Tertium non datur.

Todas as sociedades comunistas (o chamado “socialismo real”) seguem o mesmo modelo que está sendo implantando mundialmente sob o pretexto de combate à pandemia: controle social absoluto; fome e miséria provocadas intencionalmente; censura generalizada; criminalização da opinião; criação de um atmosfera do medo e do terror; destruição dos pequenos negócios; cerceamento das liberdades públicas; concessão de privilégios ilimitados a uma poderosa máfia político-econômica.

No comunismo, o crime se torna virtude e a virtude se torna crime. Para dar um sentido artificial à existência coletiva, os comunistas procuram aniquilar o sentido das existências individuais. A realidade passa a ser o grande inimigo. Se, por algum motivo, os fatos se recusam a deitar no leito de Procusto da ideologia coletivista, tanto pior para os fatos. Os planos quinquenais de Stálin e o as medidas de lockdown seguem o mesmo padrão: se não deram certo, é porque não foram implantados corretamente. E assim, por meio de uma ditadura “científica”, milhões vão perdendo a vida ou o sentido da vida. Como disse Millôr Fernandes: “O comunismo é um alfaiate que quando a roupa não serve faz ajustes no cliente”.

Não é por acaso que o crime do aborto se tornou uma espécie de sacramento demoníaco da extrema-esquerda em todo o mundo. Quando tudo mais falhou, é preciso matar crianças para que os outros crimes fiquem, digamos assim, obscurecidos. Lava-se o mal com um mal maior. O caso da Argentina é emblemático: o país está destruído, o povo está revoltado, a miséria se alastra. “O que é que podemos fazer para salvar o nosso rabo?”, pensam os comunistas. E eles mesmos respondem: “Ora, matar umas criancinhas!”

Não poderia haver decisão mais coerente que a aprovação do crime do aborto na Argentina para fechar o ano do vírus chinês. Lá de onde veio o vírus, ocorreu ao maior genocídio silencioso de todos os tempos, oficialmente chamado “Política do Filho Único”. De 1979 a 2015, milhões e milhões de crianças, na maioria meninas, foram sacrificadas no altar do Herodes moderno, que atende pelo nome de Partido Comunista Chinês. Esse genocídio veio se somar a outros tantos, como o Grande Salto Para Frente e a Revolução Cultural, que transformaram a ditadura chinesa no regime mais criminoso de todos os tempos.

E é esse regime que quer te vacinar, te monitorar e te dominar para sempre.

Paulo Briguet é cronista, anticomunista e editor-chefe do BSM.


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