CLUBE DO BILHÃO

A eleição ESG e o risco do suicídio ideológico

Eduardo Meira · 21 de Outubro de 2022 às 16:01

Enquanto os países europeus uma crise energética de proporções dantescas, as elites bilionárias tentam de qualquer maneira eleger Lula no Brasil




A crise de energia auto infligida em grande parte da Europa e particularmente na Alemanha toma proporções dantescas e traz consequências pitorescas para o mundo. Isso é ainda mais relevante para os países ocidentais, que insistem em dopar suas sociedades com as mesmas políticas que estão colapsando o Velho Continente. Como lidarão com o próximo inverno?

Ao mesmo tempo, o mais sádico hobby da Rússia e dos EUA, atualmente, é esmagar a Europa como se fossem baratas entorpecidas de Baygon. O europeu transforma-se passivamente em joguete, na inversão de polaridade mais abrupta das últimas eras do planeta Terra.

A suspensão russa do fornecimento a países europeus e os atos de sabotagem contra os gasodutos Nordstream 1 e Nordstream 2 selam um momento crucial na tragicomédia europeia. Qualquer esperança de renegociação com a Rússia se foi e o segredinho sujo dos globalistas foi revelado: a transmissão de energia europeia foi toda construída sobre combustíveis fósseis baratos vindo de países e áreas de fora da Europa, principalmente a Rússia. “Os sujos são eles, nós somos limpinhos. Nós somos o verde, somos o vento, somos o sol!” A hipocrisia é do tamanho do problema que se assoma ante o olhar marejado dos concidadãos europeus.

Palavras de ordem politicamente corretas são sempre fortes aos ouvidos dos que não sofrem problemas de primeira escala como fome, saúde, pobreza. O progressismo é uma pompa para poucos: bilionários, intelectuais de luxo e artistas playboys. E é um mercado que movimenta bilhões de dólares. Seu produto mais atraente, no momento, é o ESG – sigla para Enviroment Social Governance – traduzido no Brasil para governança ambiental, social e corporativa. Trata-se de uma abordagem para avaliar até que ponto uma corporação trabalha em prol de objetivos sociais que vão “além do papel de uma corporação para maximizar os lucros em nome dos acionistas da corporação”. Claro que, no fim das contas, é um produto que tem se subdividido em centenas oportunidades bilionárias de negócio. Doutrinação ideológica é uma fonte inesgotável de dinheiro.

O escritor austríaco Ralph Shöllhammer, professor de economia e ciência política na Webster University Vienna, lembra, com preocupação, ao Skynews Austrália: “Nós não precisamos de energia apenas no inverno. Nós também precisamos no verão! Claro que o problema de aquecimento no inverno é crítico, mas no verão ainda precisamos de energia para as indústrias. O que adiantará nos gabarmos de ter vencido o inverno – o que, sinceramente, é uma “conquista” medíocre para a área mais rica do mundo – se ao acordamos na primavera estivermos em um apocalipse industrial? Isso não é muito encorajador”. Com efeito, desertificação industrial e pessoas mortas por causa do frio não são previsões alentadoras.

Mesmo após duas guerras mundiais, a Alemanha ressurgiu e reconstruiu um poderosíssimo parque industrial; no entanto, parece que tal honra sucumbirá ante poucas décadas de ativismo verde e “progressismo”. Infelizmente, para o ocidente, o suicídio ideológico é o mainstream na Europa.

O mais insano é que, enquanto os países e seus governos criam suas gambiarras surrealistas para enfrentar o inverno, inclusive ameaçando, em alguns lugares como a Suíça, a população de prisão em caso de usar aquecedores acima de 19° C, os analistas, ativistas, políticos e demais rebanhos pró-ESG veem com preocupação o fato de que alguns governos – como o da Inglaterra – que vão retomar suas plantas nucleares e de carvão para salvar a vida da população. “A Crise do gás na Europa pode significar um retrocesso no investimento responsável no curto prazo. Algumas empresas podem retroceder no curto prazo. Pode ser inevitável em todo o mundo ocidental por causa do foco agora na segurança energética", disse à Reuters o presidente-executivo da Royal London, Barry O'Dwyer. “Teríamos que falar com a administração dessas empresas para entender como elas voltariam a uma trajetória líquida zero e mostrar o quão retrocedente é este caminho" Ah, sério? Como se a “crise do gás” não fosse causada justamente por este malandro “investimento responsável”.

No Brasil não é diferente, e a onda vem como um fálico tsunami: gigantes do Clube do Bilhão – como Globo, Itaú e BTG Pactual – são manifestos entusiastas desta rentável lobotomia. A receita é simples: laçar os progressistas e encurralá-los para que se esbaldem da ração estatal. A condição é que relinchem as pautas identitárias, que usem o valete da pobreza e recrutem o maior número de companheiros possíveis para que a agenda 2030 seja implantada oficialmente em terras tupiniquins.

E o plano sai do forno: massa de carne humana ao caldo de retórica socialista, com pitadas de amor estatal e servidos com movimentos políticos habilidosos. Agora é só desenterrar (desencarcerar) o fantoche-ídolo Lula da Silva para ser a imagem de um grande golpe de marketing e voilá! A revolução dos bichos está alimentada.

Os escolhidos do momento para liderar o #teamESG aqui no Brasil são, entre outros, o fabianíssimo Geraldo Alckmin, acompanhado de seu fiel escudeiro Alexandre de Moraes e os players bilionários já aqui antes citados. Coube a eles levantar a blitzkrieg da ordem dos ESGistas. Posicionando maquiavelicamente como slogan do time a imagem combalida e moribunda de um encantador de serpentes, o grupo espera subir ao poder para liderar um negócio bilionário, que já gera e ainda vai gerar muita, mas muita fortuna – pra eles, claro.

O time ainda conta com pesadíssimos patrocinadores externos como a Open Society, ONG de George Soros, que banca o PSOL aqui no Brasil, e a Black Rock, que é uma empresa de investimentos dos EUA, a maior em gestão de ativos e a maior patrocinadora da pauta esquerdista do mundo, sediada em Nova York. Além, é claro, de Bill Gates, família Biden, Zuckerberg e uns tantos outros, fáceis de nomear.

O plano funcionou apenas parcialmente no primeiro turno das eleições, uma vez que deixaram escapar o Congresso e a maioria das cadeiras majoritárias locais. Por mais que tenham conseguido de forma muito exitosa hipnotizar sua massa de manobra, convencendo-os ladinamente que estão votando no ex-presidiário, o Brasil ainda respira e tenta extirpar o câncer que está torturando ao vivo e em cores a todo-poderosa Europa.

 


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