ARTIGO

A crise da linguagem e o estado de hipnose nacional

Braulia Ribeiro · 22 de Junho de 2022 às 16:01

O sistema judicial brasileiro hoje vive de palavras vazias de significado real; a verdade é que esse edifício já ruiu há muito tempo

Gertrude Elizabeth Margareth (GEM) Anscombe foi uma filósofa inglesa conhecida principalmente por ter logrado “ressuscitar” a discussão sobre teologia moral que havia morrido no Reino Unido antes da Segunda Guerra. Uma das questões levantadas por ela foi a nulidade do uso de termos da linguagem da filosofia moral. Anscombe percebeu que toda a linguagem que se usava para debater ética e moral era falsa, ou seja, que as palavras pareciam significar alguma coisa, mas na verdade não passavam de símbolos vazios.

A linguagem tem um papel organizador e gerador da sociedade. A nossa fala forma instituições sociais – e depende delas e das práticas e que existem na vida real fora das palavras para fazer sentido. Outro estudioso do assunto é John Searle, que desenvolveu a ideia de como a linguagem não só nomeia coisas, como intencionalmente cria acordos tácitos que governam o grupo que a compartilha. Ludwig Wittgenstein que inspirou Searle, diz, de maneira sarcástica, que os problemas filosóficos começam quando a linguagem “sai de férias”.

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