DRAGÃO VERMELHO

A China consegue bancar uma guerra contra Taiwan?

Eduardo Meira · 19 de Agosto de 2022 às 16:45

Com o país enfrentando problemas econômicos e políticos, um conflito bélico com a ilha vizinha parece não ser uma boa ideia

Enquanto a maioria dos jornalistas continua noticiando a visita de Nancy Pelosi a Taiwan, a fila andou e, no início desta semana, uma equipe de parlamentares americanos visitou Taiwan, aumentando ainda mais a fúria do Partido Comunista Chinês. O Departamento de Defesa da China então fez mais um daqueles discursos inflamados sobre “quem nos desafiar sofrerá consequências drásticas” e aumentou a carga de exercícios militares ao redor da ilha.

O fato é: a China está enfrentando uma enorme crise econômica, mas adivinhe quem não está? Suas forças armadas. O Dragão se afoga, mas o Exército Popular continua com seus gastos exorbitantes e não tem intenção de interromper suas atividades em Taiwan. Os militares chineses prometeram patrulhamento intenso e de forma regular ao redor da ilha e os EUA finalmente decidiram responder militarmente. Nesta semana, os americanos testaram um míssil intercontinental com capacidade nuclear. Nas próximas semanas, as forças americanas realizarão operações em torno de Taiwan, conduzindo operações navais e aéreas. Isso aumentará a ameaça de uma guerra?

O Minute Man III é um míssil balístico continental com capacidade de carregar ogivas atômicas. Chega a 1200 km de altitude e pode atingir velocidades incríveis de mais de 24.000km/h. Seu alcance está acima de 13.000km. Os EUA tinham planos para fazer os testes no início de agosto, mas houve atraso. Eventualmente, foi lançado de uma base na Califórnia em direção ao Pacífico. Apenas um seleto grupo de países possui esta tecnologia, sendo eles EUA (cerca de 450), Rússia (cerca de 370), China e Índia com algumas unidades e, ultimamente, Israel com seu míssil Jericho III. Agora os EUA estão mostrando sua força porque após a visita de Pelosi e dos parlamentares, a China está lançando seu longo alcance de forma a cruzar os céus das ilhas, o que nunca foi feito antes.

A mensagem chinesa é clara: eles não vão desistir de reivindicar Taiwan. E eles ainda mudam o status quo do nível de ameaça no estreito de Taiwan. Os EUA enviaram sua própria mensagem, apesar de a força aérea americana dizer que este era um teste regular de mísseis, e não uma resposta. Mas não passou despercebido aos observadores.

Neste momento, a China é economicamente capaz de arcar com essa guerra?

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