SOCIALISMO

A Argentina no caminho do abismo econômico

Lucas Ribeiro · 21 de Julho de 2020 às 19:20

Impressão desenfreada de dinheiro, aumento dos gastos públicos, impasse na renegociação de dívidas: o governo socialista de Alberto Fernández mergulha no caos

O personagem Fausto, da obra de Goethe e da mitologia alemã, acreditava que poderia vender sua alma ao diabo e conseguir enganá-lo. A presidência de Alberto Fernandez quis fazer crer a opinião pública argentina que selaria um pacto com Cristina Fernandez Kirchner sem entregar-lhe o governo. Entretanto, as fracassadas medidas econômicas de aumento dos gastos públicos, impressão de dinheiro e impossibilidade de melhor renegociação das dívidas vêm cada vez mais se tornando realidade. Fausto e Alberto parecem ter o mesmo destino.

O governo argentino segue na sua lógica econômica de não cortar gastos públicos e imprimir dinheiro.  Desde o começo do ano, o Banco Central do país emitiu 1,35 trilhões de pesos (100 bilhões de reais) para cobrir o de déficit fiscal, e atualmente as máquinas de imprimir moedas do Banco Central estão funcionando 24 por dia. Tal situação se vê ainda mais agravada porque a arrecadação caiu 20% desde março. A consequência natural dessa expansão monetária é a bomba inflacionária que vem num crescente.  Em recente informe da Universidad Argentina de La Empresa (UADE), os salários perderam cerca 40% da capacidade de compra.

Não bastasse os argentinos perderem sua riqueza com uma perda de valor da moeda, eles ainda têm dificuldades para conseguir acesso a dólares. O governo limita as pessoas a adquirirem 200 dólares mensais, o que gera um mercado negro da moeda americana. O Banco Centra explicou que os bancos têm a obrigação de realizar a tarefa de investigar e efetivar os bloqueios necessários para aqueles que compram mais do que essa quantia, o que vem gerando transtorno para aqueles que precisam de divisa para determinados pagamentos ou inclusive para uma poupança que o peso argentino não permite por sua perda de valor constante...